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Os últimos 10 dias fizeram um bem danado à Portuguesa. O acesso à Série A1 do Campeonato Paulista, a conquista do título da Série A2 desse estadual e a aprovação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) pelo Conselho Deliberativo do clube na noite de segunda-feira, 18 de abril de 2022, colocam a Lusa em outra rota.
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Muito embora o momento seja de confluência de pensamentos, de energia para lá de positiva, há muito por fazer nessa trilha de reconstrução rubro-verde. É preciso de muito foco para não se perder no gostoso caminho da fama.
Mas esse não é o ponto central hoje. Pelo menos não hoje. A questão é o caminho pavimentado na noite de segunda-feira. Como diria Otto Glória, eterno treinador rubro-verde, não se faz omeletes sem ovos. Ou seja, é preciso ter dinheiro à disposição para manter o elenco para essa importante Copa Paulista, recuperando assim a vaga na Série D em 2023, e contratar de maneira muito inteligente e consciente para o Paulistão do ano que vem.
Contudo, um passo por vez. E o primeiro é o elenco atual. A tarefa é difícil, todos sabem. Mas renovar com peças-chaves será mandatório. Até porque um time fraco vai estragar o caminho da reconstrução.
Por outro lado, na segunda-feira à noite, o Conselho Deliberativo respondeu de maneira muito responsável e deu sinal verde para algo que este colunista entende ser positivo: a separação patrimonial entre clube e futebol. Em resumo, o patrimônio fica com o clube e o futebol será negociado com algum investidor.
Sendo assim, a lógica está posta. O que vai valer nesse jogo da SAF é o atual estágio da marca “Portuguesa” e o seu consequente potencial. Equação difícil, mas necessária.
Empresas especializadas no ramo vão dar o tom, com certeza, que obviamente será escrutinado pelos pares do clube. É do jogo. Mas espero que seja ainda mais do jogo entender que esse tipo de ativo oscila ao sabor do desempenho dentro de campo.
Daí, fica evidente o quão importante será vencer a Copa Paulista de 2022. Iria até mais longe. Quão necessária será essa possibilidade de obter dois títulos na sequência. Porque conquistas estabilizam humores, e por óbvio vão refletir na eleição que se avizinha no clube no fim do ano. Efeito cascata, sublinho.
Mas o que vale ressaltar mesmo nessa história toda é que há tempos a Portuguesa não tinha uma confluência tão auspiciosa na mão. Se fizer a sua parte, manter os pés no chão, não se encantar com sereia alguma no caminho, é possível dizer com alguma segurança que 2023 será o ano da virada da Lusa no futebol.
Metade do caminho já foi percorrido. Falta a outra parte, que será tão espinhosa quanto a primeira, mas também será de grande valor, caso tudo dê certo. Chegou a hora, Portuguesa, chegou a hora de retomar o seu lugar.
Assista aos minutos finais da transmissão NETLUSA que definiu o título da Portuguesa:
* Maurício Capela é jornalista há 28 anos. Comentarista, já trabalhou em diversos veículos, como RedeTV!, 105 FM, Tropical FM, Veja, Valor, Gazeta Mercantil.
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