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A luz amarela acendeu no Canindé. Por mais que se tente colocar panos quentes e se usar velhos argumentos como “início de competição”, “falta de algum entrosamento”, entre outros tantos, o fato é um só: a Portuguesa não poderia ter perdido para o Água Santa em casa na estreia da Copa Paulista. Não podia.
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Não podia, porque manteve a base do elenco campeão da A2 do Paulista de 2022. Não podia, porque fez contratações pontuais compatíveis com a Copa Paulista. Não podia, porque a filosofia de trabalho é a mesma.
Em que pese todo respeito e sincera simpatia com o treinador Sérgio Soares, que antes mesmo de ter sido confirmado como o nome para a temporada 2022, este colunista já o classificava como uma boa aposta por parte da diretoria rubro-verde, em que pese isso e muitos mais, ele sabe que o resultado foi péssimo. Mesmo ele tendo razão sobre performance, sobre erros de passe, sobre alguma falta de entrosamento, mas na superfície ele sabe que foram três pontos jogados pela janela.
Trocando em miúdos, é preciso ser claro na conversa: a Copa Paulista não é barbada. A Portuguesa, mesmo tendo um elenco em grande nível para a competição, não vai ganhar de maneira automática. Nada vai acontecer somente porque a camisa rubro-verde estará em campo. Simples assim.
Agora, com esse revés por 1 a 0 diante do Água Santa, a Portuguesa vai precisar redobrar sua atenção para o confronto contra o Juventus, na rua Javari, domingo pela manhã. Jogo enjoado, para dizer o mínimo.
Em seus domínios, o Juventus sempre complica. Vira um adversário indigesto, cheio de manhas. Manhas que Soares conhece bem.
Ou seja, seria bom a Lusa entender logo de cara que ela precisa ser assertiva em relação à Copa Paulista. Em outras palavras, classificar em primeiro ou em segundo, tanto faz, mas classificar e ponto. Ah, mas os dois melhores terceiros colocados também vão passar à próxima fase… Ok e lhe pergunto: quer colocar a matemática em campo?
Como a reposta muito provavelmente é a óbvia “não”, isso nos leva em outra direção. O da consciência.
Nem é preciso repisar muito o fato de que a Copa Paulista é peça-chave no planejamento para 2023. Também não é preciso dizer que isso joga um peso extra no elenco e em toda comissão técnica. Mas também não dá para fugir ou usar meias palavras. A responsabilidade está à mesa.
Ato contínuo. Todos sabem que a reconstrução traz consigo um adicional extra de carga. A Portuguesa não chegará à Série A do Brasileiro sem passar pelo caminho difícil das divisões inferiores. Não há outra rota. O caminho é esse aí, árduo, cheio de trombadas, mas que no final de tudo pode significar a grande redenção.
Em tempo, vale o desconforto da derrota na estreia da competição. Que foi bom por um lado, porque aconteceu logo de cara e que certamente vai servir à necessária correção de rota. Ruim por outro, porque abala a autoestima. Mas esse elenco, acredito, já sabe: na Lusa nada vem de mão beijada. Nada é fácil. Negócio é jogar bola, principalmente o futebol do início da Série A2 do Paulista.
* Maurício Capela é jornalista há 28 anos. Comentarista, já trabalhou em diversos veículos, como RedeTV!, 105 FM, Tropical FM, Veja, Valor, Gazeta Mercantil.
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