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Sábado, 01 de julho, 15hs, estádio do Canindé, Portuguesa e Santo André. Eis o jogo que vai marcar o pontapé inicial na trajetória rubro-verde em direção a uma vaga no calendário nacional. Fácil? Longe disso. Difícil? Claro. Possível? Obrigação.
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A retomada do calendário nacional é chave para tirar a Lusa de vez dessa posição de ocaso. Jogar luz em direção a um clube, que reúne camisa, torcida e patrimônio, mas que em virtude de milhares de situações, muitas inexplicáveis e inacreditáveis, está à margem do cenário esportivo brasileiro.
Leandro Zago, o treinador rubro-verde, está incumbindo dessa dura missão, mas seria bom frisarmos: ele não pode e não deve entrar pressionado na competição. É preciso uma boa dose de paciência e cautela, mesmo sabendo que a torcida rubro-verde está cansada desse lenga-lenga. Mas é um novo trabalho, um recomeço, uma filosofia profissional e ela precisa ser abraçada pela torcida. Precisa!
Agora, depois dos quatro jogos-treinos realizados, somando uma vitória, duas derrotas e um empate, Zago já tem à mão os necessários elementos para definir quem vai a campo diante do Santo André. O time iniciado no empate por 1 a 1 contra o RB Bragantino na partida amistosa, realizada no Canindé, nos deu uma pista. A conferir.
Thomazella, claro, titular absoluto da meta rubro-verde. Pela lateral-direita, Luís Gustavo e pela esquerda, Eduardo Diniz. Aqui, um ponto: a depender da maneira como vai se recompor o sistema defensivo, e isso vale para os zagueiros e volantes, os laterais poderão se comportar muito mais como um ponto de marcação do que efetivamente como apoio. E talvez o time fique um ponto mais lento na hora de agredir o adversário. Veremos como isso vai ser dar na prática.
No miolo da zaga, Robson e Patrick. E hoje é isso. Jovens, rápidos e com bom poder de marcação. Titulares, sem dúvida.
No meio de campo, Marzagão e Tauã, além de um meia de ofício, Luiz Felipe, com uma saída rápida de Rone. Aqui, outra observação. Se olharmos para o retrovisor imediato e lembrarmos de que Luiz Felipe fará as vezes de Daniel Costa, a Lusa vai precisar naturalmente evitar a lentidão na construção de jogo, algo visto no Paulista quando jogavam conjuntamente Marzagão, Tauã e Daniel Costa. Tudo bem, tudo bem que a Copa Paulista está longe do nível de intensidade do Paulistão, mas é preciso olhar com atenção esse ponto. Em outras palavras, se Rone for o titular, será o meia da transição rápida.
Na frente, Paraizo e Chrigor. O primeiro vai sair da área, ao passo que o segundo será o homem de referência. Faz sentido? Faz. Mas de novo tudo depende de quão rápido e assertivo será o time na construção de jogo.
Ou seja, diferente de outros tempos, Zago terá no banco diferentes opções para mexer na lateral, no meio e no ataque. Meias-atacantes, zagueiros-laterais compõem esse cenário, o que me parece um acerto. E vai dar a necessária tranquilidade ao treinador.
Até porque, muito provavelmente, o Santo André virá de um jeito bem rocambolesco, uma vez que joga no mesmo dia e horário pela Série D do Brasileiro diante do Resende fora de casa. Então, há uma conjunção favorável para vitória e colocar os pingos nos devidos “is” dessa competição.
* Maurício Capela é jornalista há 28 anos. Comentarista, já trabalhou em diversos veículos, como RedeTV!, 105 FM, Tropical FM, Veja, Valor, Gazeta Mercantil.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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