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Opinião: Inspire-se em Marrocos, Portuguesa!

Mesmo sendo inimaginável o título de campeã paulista em 2023, a Lusa deveria sonhar, como os marroquinos sonharam na Copa do Mundo do Catar, e lembrar que no futebol tudo, tudo é absolutamente possível

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Foto: Kirill Kudryavtsev/AFP/Getty Images

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Aviso: esse texto é uma crônica, uma crônica das mil e uma noites do mundo da bola. Lê-la com as lentes da realidade, só vai embaçar os olhos.

O futebol é mágico e a recém-terminada Copa do Mundo de 2022 nos mostrou que a imprevisibilidade faz parte de uma partida desse esporte. É claro que a dimensão, a relevância e a projeção do torneio fazem com que milagres surjam vez por outra, fruto de muita transpiração, dedicação, entrega e um dedo de inspiração. Foi o caso da seleção de Marrocos no Catar nesse ano.

De completo azarão na competição, os marroquinos hoje ostentam um quarto lugar, que com um pouco mais de sorte poderia até ter virado um terceiro, quiçá um vice-campeonato. Mas dessa vez a bola entregou a esse selecionado a honrosa quarta colocação no certame. Um feito. Um feito histórico.

+ Sem espaço, Gustavo França deve ser novamente emprestado

Na América do Sul, mais precisamente em São Paulo (SP), há um clube que também joga de verde e vermelho que deveria se inspirar no Marrocos. E esse clube, claro, é a Associação Portuguesa de Desportos. Muito embora sua trajetória em 2023 não se resuma a 7 jogos ou mesmo a 28 dias de torneio, a Lusa deveria olhar para os marroquinos com o saboroso gosto do sonho impossível. No melhor estilo, quem sabe…

Quem sabe, não é verdade, tudo terminará bem para Lusa ao cabo do primeiro semestre de 2023. E o que seria esse “acabar bem”? Para maior parte da torcida rubro-verde seria a vaga na Série D e na Copa do Brasil ao mesmo tempo. E isso é possível, basta se classificar para a segunda fase do Paulistão e faturar o torneio do Interior, que agora passará a ser chamar Independência. Ou até vencer a Copa Paulista no segundo semestre do ano…

Mas há quem não admita publicamente, só que no íntimo carrega o desejo de voltar a ver a Lusa em uma final de campeonato paulista da primeira divisão. Hoje, quem disser isso por aí estará sendo encaminhado ao psiquiatra mais próximo, certamente. Só que é futebol e nem sempre o normal termina normalmente. 

Muito embora possa soar como um devaneio desse colunista, para o sonho poder ser sonhado, é preciso de ovos, caso contrário ficaremos todos sem omelete. E os jogadores têm chegado, um a um, nome a nome, e a Lusa vai se encorpando para o Paulistão 23. De todos, o que mais me chamou a atenção até o momento foi Lucas Nathan. Lembra-me o velho ponta de lança, rápido, de boa mobilidade e acostumado a fazer gols. A conferir.

Mas esse devaneio marroquino no Canindé precisa de uma contratação bombástica. Eu sei, eu sei, no hay plata, mas é isso que precisa ocorrer para que um sopro de insanidade paire sobre o Dr. Oswaldo Teixeira Duarte. E seria lindo demais ver essa insanidade em verde-vermelho no ano que vem, assim como foi na Copa do Mundo do Catar.

Seguindo na maluquice, o ideal seria um atacante, desses fazedores de gol, o qual qualquer torcida adversária teria respeito. Infelizmente, não daria para ser nenhum marroquino, também não seria possível imaginar um grande craque, mas um jogador perto de encerrar os serviços no futebol poderia ser bem interessante. Nomes? Sonhem…

Porque nesse devaneio, de concreto mesmo é que a final do Paulistão de 2023 vai acontecer em 9 de abril. Uma data que nos é cara, porque foi o dia que subimos de volta – e espero definitivamente – para a primeira divisão do principal campeonato estadual de futebol do país pentacampeão. 

Sonhe, Portuguesa, sonhe… A fé da tua torcida sempre a empurrará!

* Maurício Capela é jornalista há 28 anos. Comentarista, já trabalhou em diversos veículos, como RedeTV!, 105 FM, Tropical FM, Veja, Valor, Gazeta Mercantil.

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