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O futebol é mágico. Independentemente dos próximos episódios nesse Campeonato Paulista Sub-20, independentemente, o fato é que a Portuguesa já fez história. Ao eliminar o Palmeiras, campeão das últimas cinco edições do torneio, na casa do adversário, os meninos da Lusa atualizaram o status da palavra entrega.
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Nem é necessário muito blá blá para situar o momento e, por isso, o tamanho do feito dos “Crias da Lusa”. A Portuguesa vive um duro e difícil processo de reconstrução, buscando se recolocar em todas as esferas. Procura recuperar o título de boa pagadora que sempre ostentou, objetiva voltar ao cenário principal do futebol nacional e mira a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para coroar de vez a ressureição.
Mas velhas correntes ainda se arrastam pelas alamedas do Canindé e naturalmente, com a chegada das eleições no clube, marcadas para dezembro de 2022, tudo isso poderá ser apenas um sonho de verão.
Muito embora tudo possa terminar tal qual uma ilusão, não há como deixar para lá o feito dessa molecada. Como se não bastasse o passeio imposto no primeiro tempo, um 3 a 0 acachapante, o time do Canindé precisou lutar um tanto para não ver fugir o sonho de estar nas semifinais do Paulista da categoria. A começar por jogar boa parte do segundo tempo com um homem a menos e a terminar com a defesa espetacular do goleiro Ronaldo na última volta do relógio pós-acréscimos, dando números finais: 3 a 2 e classificação rubro-verde. Acréscimos, necessário sublinhar, exagerados pela arbitragem do jogo.
Mas falemos de futuro. E todo torcedor da Lusa tem a obrigação de abraçar essa molecada. E não, não é só porque é o único campeonato em que ela está inserida em 2022 e que no fim poderá representar o quinto título da Lusa no Sub-20 paulista. Não, não é só por isso. É porque, além de honrar a camisa verde encarnada, os meninos da Lusa estarão conosco no Paulista de 2023.
Parêntesis. É claro que a Lusa não tem treinador ainda. É claro que a tropa toda não será aproveitada. Mas é claro também que esses meninos precisam ser obrigatoriamente observados pelo futuro treinador, presidente e gestor de futebol. Aqui, não se trata dos óbvios: atacante Paraizo e o goleiro Ronaldo. Ali, entre eles, há mais.
Parêntesis fechado. O fato é que esse Paulista Sub-20 novamente ensina à Portuguesa uma lição que ela insiste em ignorar muitas vezes: seu DNA contém categorias de base. A relembrar.
Noite do Galo Bravo no Canindé. 1972. Jogadores como Marinho Peres dispensados. Quem os substituiu? Eneas, Basílio e companhia bela. No ano seguinte, ela conseguia o seu último título paulista.
Paulista de 1985. Última vez que a Lusa chegou à decisão do Campeonato Paulista. Só molecada, mesclada à experiência de Luís Pereira, sob o comando do técnico Jair Picerni.
Brasileiro de 1996, decisão contra o Grêmio. Candinho e os pratas da casa Zé Roberto, Rodrigo, além dos garotos Emerson e César.
Retorno à elite do Brasileiro e Paulista, parte I. Jovens da base como Diogo e Leonardo.
Enfim, os exemplos são muitos. Mas a coragem nem sempre esteve presente. Porque lançar molecada no time de cima se faz ou com muita convicção ou muita necessidade. Por ora, a Lusa tem necessidade de sobra. Só resta saber se haverá convicção.
* Maurício Capela é jornalista há 28 anos. Comentarista, já trabalhou em diversos veículos, como RedeTV!, 105 FM, Tropical FM, Veja, Valor, Gazeta Mercantil.
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