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Os clubes paulistas estão sob alto risco de ter suas atividades impactadas por um evento climático severo nos próximos 10 anos, inclusive a Portuguesa, que terá pela frente o Paulistão, Copa do Brasil e a Série D do Brasileiro. Os dados são de levantamento inédito realizado pela consultoria Environmental Resources Management (ERM) e encomendado pelo Terra FC, coalizão global de clubes, torcedores, grupos comunitários e sociedade civil, conhecida internacionalmente como Earth FC.
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Dos 20 clubes da primeira divisão do Brasileirão, 17 estão sob alto risco de sofrer consequências em suas operações devido a eventos climáticos extremos. De acordo com o estudo, a Lusa, assim como São Paulo, Corinthians, RB Bragantino e Palmeiras estão na classificação de alto risco para sofrerem impactos no planejamento e logística por conta das queimadas.
“As mudanças climáticas são hoje o maior adversário do futebol brasileiro. Por isso, estamos reunindo a comunidade do futebol no Brasil e no mundo para mobilizar milhões de torcedores e mais de 50 clubes, entre o G20 e a COP30. É hora de nos unirmos contra nosso inimigo comum e focarmos, juntos, o que mais importa”, diz Eric Levine, diretor do Terra FC. A iniciativa, convocada pela Onda Solidária e a Count Us In, acredita no papel decisivo do esporte para a construção de apoio popular às ações contra a mudança climática.
O levantamento também avaliou as ameaças de inundação de rios, inundação urbana e inundação costeira. Salvador, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Cuiabá estão em alto risco, sendo que a situação mais alarmante é a dos cariocas, com o alto risco nos três fatores mencionados.
“Neste ano, testemunhamos o impacto profundo das enchentes no Rio Grande do Sul sobre a população do Estado e, ainda, sobre a comunidade esportiva do país. O novo levantamento nos alerta para a possibilidade de que esses eventos ocorram com maior frequência no futuro próximo”, diz Marcos Botelho, diretor do Terra FC.
Vale lembrar que as enchentes forçaram o adiamento da sétima e da oitava rodada da Série A do Brasileiro, remanejando a tabela restante da competição (32 rodadas, com 10 jogos em casa), afetando todos os times. Sem poder atuar em Porto Alegre, Grêmio e Internacional ainda se viram obrigados a mandar seus jogos em outras cidades. Dos municípios com times na elite, Curitiba, Criciúma (SC) e Caxias do Sul (RS) – justamente as três que não possuem alto risco de enfrentar um evento climático – foram as escolhidas. Cariacica (ES), Florianópolis e Chapecó (SC) também receberam partidas oficiais dos times no torneio.
“É preciso ter em mente que todas as equipes jogam dentro e fora de casa. Logo, os riscos projetados pelo estudo podem afetar clubes mesmo que eles estejam sediados em cidades com baixo risco”, completa Botelho.
O levantamento da ERM traz ainda um panorama dos impactos do clima sobre o futebol brasileiro neste ano. Mostra, por exemplo, que em 2024, os clubes de elite tiveram um prejuízo superior aos R$ 100 milhões devido à ocorrência de eventos climáticos extremos. O relatório ressalta ainda que questões relacionadas ao clima, como temperatura e qualidade do ar, têm interferência direta na saúde pública, impactando igualmente atletas e torcedores.
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