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Sejamos claros. A derrota para Associação Atlética Ponte Preta é inaceitável. Não pela história da Macaca, que é linda, mas pelo atual momento do adversário e ainda com o agravante da partida ter sido realizada no Estádio do Canindé. Dito isso, podemos discutir tudo. Mesmo.
+ Dado Cavalcanti analisa derrota e compreende revolta da torcida da Lusa
Em outras colunas, já externei os pontos que haviam me chamado a atenção. Tanto positivamente, como negativamente. Mas hoje vamos nos concentrar nos aspectos ruins.
A Lusa de Dado Cavalcanti é falha no sistema defensivo. Marca mal. Dá espaço e é ruim na bola aérea. De maneira muito clara e correta, análise como essa precisa ser feita após alguns jogos. E agora é o momento, porque um terço do campeonato já se foi. Quatro jogos se passaram e dá para ter a real dimensão do tamanho do esforço que precisará ser feito acaso o objetivo se mantenha: classificação e acesso à Série D do Brasileiro.
Isso posto, esmiucemos um pouco. Com exceção do jogo diante da Internacional de Limeira, cujos gols podemos dividir entre o goleiro Thomazella e falha coletiva da equipe, os dois tentos sofridos diante do RB Bragantino eram para deixar a pulga atrás da orelha. Cruzamento “transamazônico” e gol de cabeça às costas do zagueiro Patrick, que novamente saiu jogando errado no segundo tento da equipe de Bragança Paulista (SP).
Diante do São Paulo, outra falha coletiva do sistema de defesa. Bola cantada tricolor. Casquinha do zagueiro Alan Franco e gol de Luiz Gustavo. Erro inequívoco de posicionamento.
Outro erro inequívoco de posicionamento ocorreu diante da Ponte Preta no primeiro gol. É preciso marcar mais de perto o adversário. Entre zagueiros e volantes, não se pode ter “quarto e suíte”, tem que ficar só naquele “banheiro apertadinho de quitinete”.
Humor à parte, é hora de trabalhar e muito. Longe deste colunista apontar o dedo em direção ao jogador A, B ou C e mesmo à comissão técnica. Futebol é coletivo e a Portuguesa apresenta problemas no todo, inclusive no ataque.
Em minha visão, o ideal seria alterar bem o time titular. Mexer na zaga, no meio e no ataque, mas entendo o ponto do treinador: jogar tudo para cima é desarticular demais. Ok. Faz sentido. Mas outro revés significa “pé” na zona de rebaixamento. E não dá. Não pode. E seria inacreditável, diante do elenco montado.
Então, ainda que entenda a dinâmica das escolhas e o rito para com o elenco, eu preciso dizer: é hora de dar oportunidade a uma nova dupla de zaga; é hora de confeccionar um meio de campo bem mais marcador; é hora de imaginar um time sem Henrique Dourado. Vai se fazer tudo isso? Provavelmente, não. Deveria fazer algo? Indubitavelmente, sim.
Agora, necessário dizer, porque se não fica um papo de maluco. O time jogou bem contra o Bragantino e bem contra o São Paulo. É preciso levar isso em consideração, em que pese as derrotas, os revezes.
Mas é justamente por essa sensação que resolver essa equação não é fácil para o Dado. E nem para os jogadores, cuja disposição e comprometimento são inquestionáveis. Mesmo os citados diretamente nessa coluna não merecem ser postos em dúvida quanto à entrega e vontade de as coisas acontecerem dentro de campo. Há seriedade no processo, frise-se.
Só que o futebol é um esporte matreiro. Você precisa de gols e pontos para chegar aos seus objetivos. Jogar bem é legal, mas não resolve. E olha que nem é meu estilo avaliar resultado, mas nesse momento diante de tudo que está em jogo, a Lusa pode jogar um tanto feio, desde que os três pontos voltem a surgir por aqui. É isso ou tudo isso.
Trocando em miúdos, a Portuguesa precisa transformar em vitórias todo o potencial de seu elenco. É concentrar, focar e ganhar. Sem brecha. Sem erro. E com muito acerto.
* Maurício Capela é jornalista há 28 anos. Comentarista, já trabalhou em diversos veículos, como RedeTV!, 105 FM, Tropical FM, Veja, Valor, Gazeta Mercantil.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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