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No dicionário, há muitos significados. No cotidiano, também. Mas hoje vou destacar um que mescla afirmação, empatia e esperança. Porque não se trata de um verbete solto, um sinônimo, e sim de uma ode à reflexão. Em outras palavras, um chamado à garra.
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Não é segredo para o torcedor algum da Portuguesa que o plantel versão 2024 é o melhor montado há tempos. Difícil até relembrar a última vez que a Lusa conseguiu ir a mercado com tamanha objetividade e sensatez. (nota do autor: isso não significa que os resultados virão e que será campeã paulista)
Também não deve ser nada surpreendente a luso algum que a meta precisa, deve, obrigatoriamente é: conquistar o acesso à divisão nacional para 2025. A tão sonhada Série D do Campeonato Brasileiro.
Dito tudo isso. É hora de nos manifestarmos. Não aos gritos de protesto, mas sim aos da esperança. Não aos punhos cerrados, mas sim às mãos abertas. Não aos braços recolhidos, mas sim aos estendidos. Sim, torcida rubro-verde, precisamos nos dar as mãos, nos aproximar.
A Portuguesa melhorou, é um fato. Ela respira ao natural, mas ainda usa aparelhos muitas vezes ao dia. Já se enxerga horizonte a olho nu, mas ele está muito longe, tão distante que não conseguimos calcular corretamente a distância.
A Lusa não vai renascer no cenário nacional na base da desavença. Não voltará na marra. Só há um jeito: caminhar aos poucos, valorizar cada passo e não permitir que a soberba assole o senso crítico ao longo dessa jornada.
Em muito tempo, estamos em um Campeonato Paulista com um gramado novo, uma fornecedora de material esportivo, com nomes vestindo a camisa verde-encarnada. E fazia muito tempo que nada disso acontecia.
Mas cada um de nós sabe que isso, por si, não é suficiente. Não é nada. Rigorosamente, nada, se dentro de campo não acontecer, se a coisa não funcionar, se a rede adversária não for balançada.
Nossa caminhada de retorno será um martírio. Em parte, porque assuntos do passado não foram exatamente bem escrutinados. Em parte, porque parte significativa da comunidade virou às costas ao clube e, em parte, porque a inércia não joga futebol.
Contudo, pela primeira vez em anos, enxergo uma chance real à Portuguesa. Não de ser campeã. Isso não cabe no dicionário rubro-verde atual. Mas de se classificar. De sonhar com uma semifinal, de se apropriar de uma Série D e de botar essa kombi para subir a ladeira em direção à Série A do Brasileiro.
Agora, como se faz isso? Com mágica? Não! Infelizmente, não há mágica. É trabalho mesmo. Mas mais do que isso: humildade, hombridade, correção e coração.
Não basta organização fora de campo, boas contratações, a Portuguesa é um clube peculiar. Diferente mesmo. É preciso atos de “estadista”, quando se exerce o poder nas alamedas do Canindé. Porque ninguém, que está do lado de fora, vai procurar o poder, mas se o poder aparecer no “zap”, prontamente será respondido. Se é que me entendem… (nota do autor: acho que me entendem.)
Trocando em miúdos, nunca essa frase já tão usada pela torcida Leões da Fabulosa fez tanto sentido: É contra tudo e contra todos! Mas isso somente será possível se todos estivermos juntos. Se não fisicamente, mas pelo menos em pensamento. Em irmandade.
A Portuguesa não é mais como foi. Mas ela pode voltar a sê-lo. Os ingredientes estão todos ali, principalmente a fé. Porque fé sempre tivemos. E sempre a teremos. Então, vá, Portuguesa, vá, porque a minha fé lhe acompanhará nesse Paulistão de 2024!
* Maurício Capela é jornalista há 28 anos. Comentarista, já trabalhou em diversos veículos, como RedeTV!, 105 FM, Tropical FM, Veja, Valor, Gazeta Mercantil.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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