Foto: Ronaldo Barreto/NETLUSA

A Portuguesa adora um jogador com sufixo terminado em “ão”. Lá atrás, Ditão fez fama no Canindé. Cláudio Adão também deu a sua contribuição. Mas quem abrilhantou essa história foi mesmo um tal de Oleúde José Ribeiro ou se você preferir simplesmente Capitão. Um dos grandes ídolos da torcida rubro-verde, Capitão é um desses jogadores em que se faz desnecessária qualquer apresentação.

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Mas Capitão à parte, a campanha da Lusa na Série A2 do Paulista até aqui só reforça que os acasos podem realmente não existir no universo da bola. Em boa medida, um dos esteios do time treinado por Sérgio Soares enverga a mítica camisa de número 5 da Lusa, carrega o sufixo “ão” no nome e responde pela alcunha de Marzagão, o xerife rubro-verde.

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Dono de um poder de marcação interessante, alerta na cobertura da zaga rubro-verde, Marzagão vem se tornando peça vital no time luso. Tudo bem, tudo bem que no primeiro confronto das quartas de final, houve um lance ali em que o Primavera reclamou pênalti em seu jogador, cometido por Marzagão, enquanto o jogo ainda estava 0 a 0.

Sem qualquer clubismo, o lance é difícil. Por baixo, não houve nada. O jogador rubro-verde não derruba o atleta do Primavera no trancamento de pernas. A questão é no toque no ombro do camisa de número 6 do Primavera, Tiago. Ali, dá pano para manga. Como este colunista não se senta no muro, o toque no ombro passa a impressão de que o atleta da Portuguesa de alguma maneira deslocou o jogador do Primavera, portanto, enxergo características para a marcação da penalidade máxima.

Muito embora tenhamos tido um lance polêmico, o fato é que o atual camisa 5 rubro-verde encarnou o espírito da torcida. Ele corre, briga, gesticula, às vezes, até passa um pouco do ponto em relação à arbitragem. Mas isso é algo plenamente corrigível e que certamente será alvo de conversa entre o técnico e seu pupilo. Não nos esqueçamos que Sérgio Soares foi um bom marcador no futebol paulista dos anos 90 e conhece bem a função de cabeça de área.

Marzagão, portanto, tem tudo o que um jogador precisa para se consolidar de vez. Joga num time grande, que já teve indiscutivelmente um ídolo na função e tem na figura do seu treinador um sujeito que conhece o ofício. E, de quebra, ainda terá uma prova de fogo pela frente.

Em suma, o atual camisa 5 rubro-verde, diante de toda essa atmosfera de disputa, precisa mesmo é de tranquilidade no próximo compromisso na terça-feira. O jogo será difícil e ele será observado de perto. Não há como não o ser. De toda forma, seu desempenho até aqui na A2 tem sido em alto nível, principalmente no aspecto de comprometimento. E isso conta muitos pontos agora.

Contudo, é bom sublinhar: o oba-oba precisa ficar bem longe do Canindé. A Portuguesa não está classificada.

Parece clichê, sabemos. Mas essa verdade absoluta do futebol está aí desde que Charles Miller apareceu com uma bola e um uniforme debaixo do braço há mais de um século. Assim como determinação e cabeça no lugar são fundamentais a quem deseja colocar a faixa no peito, como anseia a Portuguesa nessa Série A2 do Paulista.

* Maurício Capela é jornalista há 28 anos. Comentarista, já trabalhou em diversos veículos, como RedeTV!, 105 FM, Tropical FM, Veja, Valor, Gazeta Mercantil.

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6 comentários

  1. Menos, menos… Gosto muito do Marzagão mas não dá para comparar com o Capitão. Além de tudo nosso Capita tinha a cabeça no lugar e não ganhava um cartão amarelo por jogo. O Marzagão é fera (no sentido literal da palavra), mas O Capitão é incomparável! Vamos subir, Lusaaaaa!

    • capitao fazia umas lambança tbem,no jogo decisivo contra o “curintcha “em 95 no pacaembu,fez falta desnecessaria no ultimo lance que resultou no gol do curintcha e nos tirou da final da paulistao 95,um dia triste pra torcida lusa,mas faz parte, capitão é lenda

      • nesse dia a porrada comeu solta na saida, leoes contra a galinhada e a policia,qdo a leoes era respeitada na porrada,nao essa mulekada nutella de hoje na leoes que fica de conversinha eterna com castanheira inves de ter atitude de organizada, deixa pra la,outros tempos

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