Receba as principais notícias da Portuguesa no seu WhatsApp!
O ano era 1995 e o Palmeiras vivia uma fase espetacular. Títulos, fim da fila, jogadores renomados e uma dúvida: quem assumiria o posto de treinador? Depois da saída de Vanderlei Luxemburgo, em direção a novos desafios, o clube procurava um nome tão impactante quanto o antecessor e, desta vez, não precisou pesquisar muito. Bastou olhar a tabela do Campeonato Paulista daquele ano e perceber que um de seus rivais fazia um trabalho muito bem executado com “dois engenheiros e punhado de pé-de-obra bem qualificado”. Se tratava da Portuguesa de Candinho, com os engenheiros Caio e Gilmar, e jogadores do porte de Paulinho McLaren e Capitão no elenco.
LEIA TAMBÉM: Caio Mancha foca no título da Copa Paulista para ter ‘2023 completo’
Liderando com muita folga o Paulistão de 95, praticamente se encaminhando a chegar à fase decisiva, Candinho entrou na mira do Palmeiras e da então poderosa Parmalat. Mas José Candido Soto Maior se limitou a dizer, que cumpriria o contrato com a Lusa. Para a época, podia-se usar com muita tranquilidade a expressão: inacreditável.
Ato contínuo. Chega-se a 2022. E apesar de Sérgio Soares não ter sofrido o mesmo assédio, não desse tamanho que se saiba, segurou uma tentadora chance de sair da Série A2 do Paulista para a Série B do Brasileiro num piscar de olhos. Mas preferiu esperar o fim do certame regional para se abrir ao mercado. E por um encadeamento de fatores, Sérgio Soares renovou com a Portuguesa até o Paulista do ano que vem.
O miolo dessa história é diferente, claro. Porque a Portuguesa também não é a mesma de outrora. Mas a atitude é muito semelhante. Dizer “não” ou “espere um pouco” a oportunidades tentadoras de trabalho não é comum. A regra é crescer sempre sem olhar muito o recheio desse incremento.
Muito embora basta perder um punhado de jogos para torcida e imprensa começarem a torcer o nariz, o “sim” de Soares recupera mais um pouco o brilho da Portuguesa. De volta à primeira divisão estadual, com a missão de retomar calendário nacional, festejada nas redes sociais, programas de televisão, de rádio, o “ok” do comandante aumenta ainda mais a sinalização de credibilidade no projeto.
E se há algo que a Portuguesa precisa, e muito, é de credibilidade. Porque o momento da SAF se impõe, porque acordos judiciais importantes foram feitos e porque tudo que não poderá acontecer em 23 no Paulista é uma nova queda de divisão. Isso, seria catastrófico.
Trocando em miúdos, de contrato assinado, no longo prazo, Soares, juntamente com Toninho Cecílio, o gestor profissional do futebol da Lusa, terão tempo suficiente para analisar novas contratações, dispensas e remanejamentos de planejamento. E assim alcançar, primeiro, a conquista da Copa Paulista, e depois mirar voos maiores na primeira divisão estadual.
Agora, para finalizar se no começo do trabalho, Sérgio Soares dizia que se mirava em Candinho na Lusa. Com essa atitude, Soares, meu filho, você já pode tranquilamente afirmar que, pelo menos nesse ponto, ambos estão empatados.
* Maurício Capela é jornalista há 28 anos. Comentarista, já trabalhou em diversos veículos, como RedeTV!, 105 FM, Tropical FM, Veja, Valor, Gazeta Mercantil.
Leia também:
- Notas da torcida: avalie os jogadores da Lusa na vitória sobre o América-RJ
- Confira as estatísticas de Portuguesa 4 x 1 América-RJ
- Bruno Bertinato valoriza classificação e defesa de pênalti após goleada da Lusa
- Cadorini celebra gols e destaca confiança após goleada da Portuguesa na Série D
- Fesan detalha escolhas no time titular e exalta reação da Portuguesa no Canindé
Faça parte do Clube NETLUSA e apoie o jornalismo lusitano independente.







