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A Portuguesa perdeu para o Grêmio Prudente, em Presidente Prudente (SP), na primeira partida pelas quartas de final da Copa Paulista de 2023. Com todo respeito, inacreditável. Tudo bem, tudo bem, que o jogo era longe do estádio do Canindé. Tudo bem, tudo bem, nada. Um time que tem só um objetivo na competição não se pode dar ao luxo de sair atrás na fase decisiva do certame. É isso.
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Até porque, vamos lá. Os números do Grêmio Prudente foram esses na primeira fase. Um aproveitamento de 50%, somando 4 vitórias, ostentando 12 gols feitos e 8 tentos tomados. Ou seja, um ataque mediano e uma defesa longe de ser a sua principal característica. Convenhamos, complicado.
No próximo sábado, no Canindé, a Lusa precisará de uma vitória por dois gols de diferença para chegar às semifinais, já que um triunfo simples resultará em penalidades máximas, o que para mim seria novamente inacreditável.
Ainda que discorde veemente sobre a análise do jogo em si, é preciso separar o joio do trigo. Primeiro, praticamente no último mês chegaram quatro jogadores, o que não faz o menor sentido diante da responsabilidade de vencer a competição. E isso atrapalha a vida de qualquer treinador, ainda mais em um grupo recém-montado e que sabe do tamanho da responsabilidade.
Sei que o profissionalismo impera no mundo da bola, e isso é bom, mas a sensação era a de que vamos ver se conseguimos seguir com esse grupo até o fim. Como se vê, não deu. E a Lusa precisou ir a mercado. E no meu conceito: foi tarde.
Aqui, sublinho que não sou adepto de julgar escalação, afinal, o treinador vive o cotidiano, tem o pulso do elenco à mão e, se ocupa tal cargo, tem competência para tal. Agora, mesmo assim, estranho as alterações já no primeiro jogo decisivo. O meio-campo jogou junto pela primeira vez de maneira oficial em Presidente Prudente. O ataque, com essa formação, fez seu segundo jogo com esse trio.
Ah, mas foi bem diante do São Caetano. Devagar. São Caetano foi o pior time do grupo 3, o chaveamento da Lusa, e não é parâmetro para qualquer certeza e erro. Inclusive, na última coluna fiz esse apontamento.
Então, o erro foi do treinador? Não. Muito fácil apontar o dedo para o profissional e dizer, pisastes na bola. Porque uma derrota como essa é tipo de acidente aéreo, não é uma causa, é uma sucessão de causas e acontecimentos.
Primeiro, contusões muitos próximas do momento decisivo. Segundo, contratações feitas em cima do momento mais crítico. Terceiro, leituras de jogo equivocadas. Quarta, bom número de finalizações desperdiçadas. E em jogos decisivos, perder gol é palavrão.
O que fazer? Trabalhar. E muito. Porque o Grêmio Prudente não é o melhor time do campeonato, mas com a vantagem não terá vergonha alguma em jogar única e exclusivamente para destruir as ações da Lusa. E como já é sabido desde que Charles Miller aportou por aqui com uma bola e meia dúzia camisas de futebol: é muito mais fácil destruir do que construir um marcador.
Portanto, a Lusa vai precisar de muita calma, concentração e finalização para não amargar o fim da competição no próximo sábado.
* Maurício Capela é jornalista há 28 anos. Comentarista, já trabalhou em diversos veículos, como RedeTV!, 105 FM, Tropical FM, Veja, Valor, Gazeta Mercantil.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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