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O Campeonato Paulista está longe de ser fácil. Times do interior do Estado sempre preparados, com investimento razoavelmente importante. Grandes paulistas em linha com a sua estatura no cenário nacional e internacional, e o ressurgimento de forças de outrora à espreita. São esses os ingredientes.
+ Presidente afirma que Lusa tem reforços encaminhados para o Paulistão
Mas onde se encaixaria a Portuguesa? Hoje, a dura realidade rubro-verde aponta para a última linha acima: ressurgimento de forças de outrora. E é nesse contexto que o sorteio da fase de grupos do Paulistão de 2024 acendeu um holofote no fim do túnel.
Sim, jogar contra Red Bull Bragantino, Ponte Preta, Guarani, São Bernardo, Botafogo, entre outros, é complexo. Sim, enfrentar o trio de ferro é outro grande desafio. Mas sonhar com a classificação às eliminatórias, tendo em vista os parceiros de grupo é viável e deveria ser a meta para o ano que vem.
Deveria, porque, com todo respeito, hoje a situação do Santos é bem diferente dos demais cabeças-de-chave do Paulistão. É o mais fragilizado. Deveria, porque é obrigação ombrear com Ituano e Santo André, as outras duas agremiações da chave A. E, por fim, deveria, porque se classificam dois para o mata-mata.
Então, agora mais do que nunca, planejamento sério, contratações assertivas e jogadores de qualidade devem fazer parte da rotina rubro-verde. A Lusa precisa sonhar alto, mirar um futuro de resgate e colocá-lo em prática.
Dado Cavalcanti, depois da entrevista coletiva concedida de apresentação, demonstrou firmeza naquilo que pretende implantar no clube. Confesso que me agradou o jeito objetivo de dizer e colocar os pingos nos “is”, especialmente na resposta à pergunta feita por esse colunista sobre a característica de contratações.
Tudo bem, tudo bem que Marzagão poderia ter ficado para o ano que vem – aliás, obrigado Marza, tu honraste demais a camisa rubro-verde –, tudo bem. Mas se faz necessária a renovação. É do jogo, do processo.
Hoje, olhando para o plantel à disposição, a noticia não é boa. A Lusa tem goleiros e zagueiros. Mas há questões nas laterais, no meio de campo e ataque.
Salvo engano de minha parte, a Lusa tem em seu elenco esses atletas. A saber: Goleiros: Thomazella, Ronaldo* e Rafael Pascoal; Laterais: Talles*, Eduardo Diniz, Pedro Henrique*; Zagueiros: Bruno Leonardo, Patrick, Robson, Portela*, Renan* e Marco; Volantes: Gabriel Ramos, Hudson, Tauã, Jonathan*; Meias: Denis*, Dudu Miraíma, Misael, Renan Nunes*; Atacantes: Chrigor, Pedro Bortoluzo, Nycollas Queiroz, Paraizo, Renan Gorne, Rone, Xandy, Kadir*, Fabrício*, Maceió*. Os com asterisco são da categoria de base, o que nos dá a dimensão do tamanho do desafio.
Dado, os executivos de futebol e a vice-presidência do clube precisam estar dispostos a garimpar por aí. Por vezes, há jogadores que não estão sendo aproveitados e nem lembrados, mas que poderiam funcionar muito bem, obrigado. Quer um exemplo? O ex-meia Bernardo.
Com passagens por Vasco, Santos e tantos outros vive, segundo reportagem do GE publicada há cerca de um mês e meio, em Sorocaba (SP). Teve situações na carreira, se diz completamente mudado (eu sei, eu sei, muitos já disseram o mesmo blá blá) e tem apenas 32 anos.
Sim, seria uma aposta. Mas se funcionasse, convenhamos…
Ah, mas vai usar o clube como trampolim. Ué, não é do jogo? Pato, por exemplo, no São Paulo não está tentando se recolocar no cenário da bola? Isso é errado? Não. Está buscando para ele dias melhores. Do jogo.
Até porque é bom lembrar. O campeão da Libertadores deste ano, o Fluminense, que tanto gera polêmica junto à torcida rubro-verde, gastou míseros R$ 29 milhões em 2023. Só está à frente de América Mineiro, Cuiabá e Goiás, quando se usa o Brasileiro deste ano como régua.
Portanto, contra trampolins, há precauções. Contrato de risco, contrato mais longevo, cláusula sobre Copa Paulista e por aí vamos. Mas contra inércia, aí é mais difícil.
Em outras palavras, seja lá como for, só uma coisa não pode acontecer nesse final de 2023: o vagar nas decisões. Porque contra ela, não há remédio. Só remendos. E a torcida da Portuguesa sabe muito bem como é difícil remendar qualquer coisa.
* Maurício Capela é jornalista há 28 anos. Comentarista, já trabalhou em diversos veículos, como RedeTV!, 105 FM, Tropical FM, Veja, Valor, Gazeta Mercantil.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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