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A vitória por 3 a 2, de virada, diante da Internacional de Limeira em seus domínios deu a letra sobre esse time da Portuguesa. Sob o comando do técnico Dado Cavalcanti, a equipe foi aguerrida dentro de campo, insistente, persistente, resiliente. E tecnicamente deu sinais de que reúne condições para exibir um bom futebol.
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Em tempo, não vou gastar a tua e a minha paciência para avaliar a arbitragem da partida. Além de um pênalti claro não assinalado, ainda tivemos um lance onde o cartão vermelho poderia ter sido naturalmente aplicado ao jogador da Inter de Limeira, que atingiu por meio de um carrinho por trás o atacante Victor Andrade. Aliás, que partida fez Victor Andrade.
Mas voltemos ao que rolou no gramado. E não, não há euforia nas linhas acima, porque nem tudo funcionou à perfeição. O sistema defensivo ficou exposto em boa parte do primeiro tempo. Há um ajuste ali entre a dupla de zagueiros e os homens de contenção no meio de campo que necessariamente deverá acontecer nos próximos confrontos. Muito embora tenha ficado evidente que Quintana é seguro, bem como Patrick. O que aconteceu ali foi falta de entrosamento. E só. Mas vai dar liga.
Agora, eu fiquei mesmo com a pulga atrás da orelha no que diz respeito ao goleiro Thomazella. Não sei… No primeiro gol, tenho cá a sensação de falha por parte do arqueiro rubro-verde. Talvez falte ritmo de jogo. Para goleiro, isso é mortal.
Por outro lado, a velocidade pelo lado de campo foi interessante. A participação de Borel fundamental, bem como Eduardo Diniz e Victor Andrade. Corredores de aproximação e velocidade deram certo. Ponto muito forte demonstrado pelo time verde-encarnado.
Henrique Dourado fez um trabalho tático, puxou a marcação, abriu espaço para a diagonal, principalmente de Victor Andrade e tentou se ajeitar no ataque. Mas também fica evidente que vai precisar mudar um pouco o seu estilo de jogo para balançar as redes adversárias, caso contrário não conseguirá pegar na bola. Marcação no Paulista é dura e será ainda pior diante de equipes mais qualificadas.
O ponto alto, no entanto, foi a entrada de Giovanni Augusto. Primeiro, porque a construção por dentro começou a ser efetiva. Depois, porque o sujeito tem bola. Sabe jogar futebol.
Complicado até comparar com Chrigor, que fez essa função na maior parte do jogo, porque como meia, a mim, não vai. Não é a dele. É uso emergencial, sabe como é… Mas pelos lados pode ser e será uma alternativa excepcional para Lusa de Dado com o decorrer do certame.
Trocando em miúdos, a vitória, além de ter sido de virada, mostrou qualidade técnica. Porque vamos combinar: os três gols da Lusa foram golaços. O do Borel, a falta de Diniz e o enfileiramento de Giovanni Augusto estão na categoria de belos gols. E exagerando um pouquinho, mas nem tanto, alô marketing da Lusa pode encomendar a placa, porque cabe, cabe bem ao tento marcado pelo novo meia da Portuguesa.
* Maurício Capela é jornalista há 28 anos. Comentarista, já trabalhou em diversos veículos, como RedeTV!, 105 FM, Tropical FM, Veja, Valor, Gazeta Mercantil.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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