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A Portuguesa sofreu diante do São José no último sábado no estádio do Canindé. Sofreu bastante. Demais até. Mas se o empate teve sabor de vitória para a equipe rubro-verde, também expôs a fragilidade do elenco montado para a competição. Tudo bem, tudo bem que o cobertor é curto. Faltam recursos. E tudo certo a respeito da atratividade da Copa Paulista, que está a quilômetros de distância de qualquer outra competição nesse segundo semestre de 2023. Mas ainda assim, convenhamos…
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Convenhamos que o atual treinador Leandro Zago precisa, de fato, de mais peças. Claramente, um meia e mais um atacante cairiam bem à equipe. O problema é que há uma escassez de articuladores de meio de campo no futebol brasileiro. Portanto, encontrar um “dez” disposto a jogar a Copa Paulista é mais ou menos como ganhar na megasena. É possível, mas a probabilidade é baixa.
Agora, o compromisso diante do São José demonstrou claramente como será a vida da Lusa no mata-mata. Foi um aperitivo, amargo um tanto, mas que serviu também para ajustar corações e mentes na Portuguesa. Ou seja, a Lusa não vencerá a competição no automático. Longe disso.
Importante também: não há terra devastada. A campanha da Lusa tem seu valor em um grupo que não se pode dizer que é uma baba. É um tanto mais confortável em relação ao grupo 1 da competição, mas não a ponto de tirar o brilho rubro-verde.
Tanto que se o time exibiu dificuldades na criação no meio de campo, bem como no ataque, o mesmo não se pode dizer em relação ao sistema defensivo. Funcionou e bem, portanto, indica que defensivamente a casa está ajustada.
É bem verdade que teve uma situação pontual no lado direito de marcação, uma vez que o atacante Serafim do São José levou clara vantagem em relação ao lateral-direito Luis Gustavo. E ainda complicou a vida de Hudson, que entrou no lugar do lateral rubro-verde. Trocando em miúdos, Serafim foi um dos bons jogadores da partida.
Porque o outro foi o goleiro rubro-verde Rafael Pascoal. O camisa 1 da Lusa fez três defesas portentosas ao longo da partida, que chamaram a atenção pela capacidade e senso de presença em momentos complicados do jogo. Se não fosse o atleta, a Portuguesa teria conhecido sua primeira derrota na competição.
Em suma, o elenco precisa de ajustes e reforços para a fase eliminatória. Sem isso, crescem as chances de colocar em risco o ponto final dessa história, que nada mais é que a conquista da Copa Paulista 23.
Ah, em tempo, parabéns Associação Portuguesa de Desportos pelos seus 103 anos de história e excelentes serviços prestados ao futebol brasileiro. Tua volta aos principais palcos do futebol nacional anda demorando, mas pelo jeito será inexorável, porque time que tem torcida não morre nunca. Nunca!
* Maurício Capela é jornalista há 28 anos. Comentarista, já trabalhou em diversos veículos, como RedeTV!, 105 FM, Tropical FM, Veja, Valor, Gazeta Mercantil.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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