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Habemus um meia! Giovanni Augusto desembarcou no Canindé, com a dura missão de ocupar um espaço carente não só na Portuguesa, mas praticamente em todo futebol brasileiro. É bem verdade que na campanha da Série A-2 da Lusa, o time contou com o ótimo futebol de Daniel Costa, mas quando se olha para um e outro, fica nítida a diferença de estilos de jogo.
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Daniel Costa, por exemplo, é um daqueles jogadores, cuja cadência é a mola mestra. É o passe curto, a inversão, o lançamento que fazem parte do seu repertório. Já Giovanni Augusto é diferente. A condução, o drible, a velocidade e a arrancada estão entre as suas características de atuação.
De primeira, é fácil dizer que são estilos de meias bem distintos, mas não excludentes e não comparáveis. São, de fato, performances diferentes. Mas falemos de Giovanni Augusto, porque afinal a responsabilidade é dele agora.
A mim, entendo, que para extrair o máximo do atual meia rubro-verde, há que se ter algumas coisas. A primeira: Giovanni Augusto precisa estar em forma. Boa parte das suas virtudes só viram realidade em campo se ele estiver fisicamente bem. A segunda: ele precisa de proteção no setor de meio de campo. É necessário que alguém “morda” na marcação por ele para que a bola venha “limpa” aos seus pés. Não, não é o caso de ficar esperando a bola no pé, é receber a bola para arrancar. É disso que se trata.
Mas o novo articulador de meio de campo da Lusa é uma das peças de uma rara montagem correta de elenco por parte da Portuguesa. Rara boa montagem em anos.
Sim, a Portuguesa contratou direito desta feita. Dentro de sua perspectiva orçamentária, trouxe zagueiros – um deles em disputa de Libertadores de América -, laterais, volantes e atacantes. Nem é possível estabelecer régua de comparação com o ridículo plantel montado para o Paulista de 2023. Esqueçamos aquilo.
Diante disso, é claro que a torcida anda animada. E é para estar sim. Além dos jovens jogadores revelados na categoria de base, o time ficou com alguns atletas que mostram ou já mostraram potencial. Casos de Thomazella, Rone, Patrick, Eduardo Diniz, Paraízo, Chrigor, entre outros.
Trocando em miúdos, não se trata de terra arrasada, mas sim de sequenciamento. E essa é uma cartilha, que quando aplicada, costuma dar resultados bons dentro de campo. Fato.
Porque é bom lembrar: o futebol não é ciência exata e nem física quântica. Mas exige planejamento, previsão orçamentária, marketing, gestão de pessoal e de recursos.
Claro que tudo isso citado acima pode terminar em um grande desastre. Infelizmente, o futebol tem um quê de aleatoriedade incontrolável. Mas a boa notícia que isso também é raro. O que costumeiramente acontece é: planejou, investiu, gerenciou, no fim das contas, os objetivos são alcançados.
Então, qual seria o objetivo da Lusa nessa temporada 2024? A mim, a resposta é clara: classificação no grupo do Paulista de 2024, vaga na Série D pelo campeonato estadual e retorno à Copa do Brasil via Copa Paulista. É possível. É factível. E digo de maneira cabal: desta feita, o clube fez por onde. Acompanhemos.
* Maurício Capela é jornalista há 28 anos. Comentarista, já trabalhou em diversos veículos, como RedeTV!, 105 FM, Tropical FM, Veja, Valor, Gazeta Mercantil.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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