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Gabriel Fernandes: Quanto vale o empate contra o Corinthians?

Na tabela, vale um ponto como qualquer outro. Para a confiança do time, vale muito mais

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Foto: Ronaldo Barreto/Ag. Paulistão

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Eram quatro derrotas consecutivas. Três delas em confrontos diretos. Depois da última, contra o Guarani, dois jogadores foram dispensados. E, como não há nada que não possa piorar, o único clássico que deveria ser no Canindé, aconteceu em Brasília.

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Até o mais otimista torcedor da Portuguesa tinha dificuldade para encontrar motivação. Ainda assim, como de costume, essa apaixonada torcida se fez presente no Mané Garrincha para apoiar o time da Lusa.

E a principal notícia, além de um pontinho que pode ser precioso, foi a mudança de postura. Um time combativo, intenso e ligado durante os 90 minutos. Fazendo da própria limitação técnica um fator a mais de motivação.

Aliás, logo na escalação, o nome do Marzagão era a síntese de tudo isso: raça, entrega e dedicação. Reeditando a já conhecida parceria com o Tauã, a dupla foi responsável por minar o jogo do Corinthians.

Renato Augusto que o diga. Um dos jogadores mais criativos do país, o meia não teve um segundo de paz durante o jogo. Tanto que saiu de campo nitidamente impaciente com os rumos da partida.

Outro que ganhou a vaga de titular foi Robson, no lugar do dispensado Victor Ramos. Curiosamente, ele também foi um dos destaques da Lusa. Muito vibrante, o zagueiro entregou velocidade e disposição, algo que estava em falta no lado esquerdo da zaga, desde a lesão de Patrick.

Por tudo isso, um jogo como este pode devolver algo muito importante ao elenco: a confiança. O sentimento de que é possível render melhor e escapar do trágico rebaixamento para a Série A2.

E claro, não dá para se enganar, a situação ainda é complicada. O próximo jogo contra a Ferroviária, além de ser um confronto direto, tem outro cenário. Justamente aquele que expõe uma das maiores dificuldades deste time, a de propor o jogo.

Mas pergunte a qualquer jogador ou atleta de alto nível o quanto a confiança pode influenciar no seu desempenho. E, pelo menos isso, o time parece ter recuperado. Agora, é preciso aproveitar esta oportunidade para continuar evoluindo e mostrar que, apesar de reativo, este time pode (e precisa) render melhor com a bola no pé. Vamos para mais quatro decisões!

* Gabriel Fernandes, ou GabiLusa, como apelidou o Professor Antônio Quintal, tem 26 anos e nasceu no ano do vice-campeonato brasileiro, em 96. É jornalista formado pelo Mackenzie e apaixonado por futebol e pela Portuguesa. Agora também tem um cantinho aqui no NETLUSA para dar uns pitacos e conversar com a torcida que ele aprendeu a amar desde muito cedo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA

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