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A Portuguesa jogou futebol ontem no Estádio do Canindé. A sobriedade demonstrada diante do Palmeiras na exagerada derrota por 2 a 0 – porque o placar não era para ter sido esse – foi o diferencial exibido pelo time rubro-verde, algo que ainda não havia acontecido no certame.
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Ainda que a arbitragem tenha deixado os jogadores do Palmeiras bem à vontade para reclamar de tudo, de todos e de qualquer lance, em boa medida até com chegadas mais fortes, e tenha errado na expulsão do atacante rubro-verde Victor Andrade, a Lusa se mostrou no jogo. Teve outra postura em campo.
Foi ciosa de suas limitações, complicou a vida do Alviverde e poderia ter pulado na frente do marcador por duas oportunidades no primeiro tempo. Uma lástima que as tenha desperdiçado, porque o Palmeiras não as jogou fora, quando as teve. Em tempo, a mim, não houve penalidade máxima no lance em cima do atacante Giovanni Augusto da Lusa.
Agora, ela se encaminha para a reta final do Paulista 2024, com a corda no pescoço. Precisa somar pontos para se classificar, alcançar a Série D e fugir do rebaixamento. E está tudo conectado. Não é luta contra descenso, é luta a favor da ressureição. Uma situação curiosa, fruto de um regulamento esquisito do certame. Mas é a regra do jogo e fim.
Muito embora tenha tido uma postura importante diante de um adversário campeão, que faz um espetacular trabalho em todas as competições, a Lusa não se acovardou. E é justamente isso que precisa repetir, esse valente espírito. Só que para isso também precisa ser capaz de colocar a bola no fundo das redes. Porque essa é uma situação desconfortável. Bastante, acresço.
Em 10 jogos, a Portuguesa balançou as redes dos adversários por sete vezes, o que lhe dá o título de terceiro pior ataque do campeonato. E vai enfrentar o Mirassol, que já marcou 17 gols, o que lhe dá a condição de segundo melhor ataque do torneio.
Mas não é só a parte ofensiva que é um senão, a defesa anda complexa também. Tomou 15 gols e é o pior sistema defensivo do Paulistão deste ano. Um desastre.
Trocando em miúdos, o jogo do próximo sábado diante do Mirassol vai marcar o encontro entre o segundo melhor ataque e a pior defesa da competição. Nem preciso investir linhas aqui para explicitar o que se avizinha, ainda que a Lusa jogue em casa.
Contudo, se repetir a postura diante do Palmeiras, a história poderá ser outra. Bem outra. Porque o que faltou, de fato, foi colocar a bola para dentro do gol. No tocante à marcação, ela esteve bem postada. Quase perfeita. Até a expulsão, claro.
Devo ainda dizer, que seria bom conseguir esses três pontos. Porque a última rodada reserva uma partida casca diante do Novorizontino. Equipe bem treinada, consciente de suas qualidades e que jogará em casa, sabe-se lá classificada ou não. A tendência é que já esteja na próxima fase, mas seu grupo é duro e há uma boa chance de a equipe necessitar de algo contra a Lusa.
Ou seja, tudo indica que um novo milagre necessitará nascer na última volta do campeonato. Porque dificilmente ela vai chegar tranquila a Novorizonte. Dificilmente.
Muito embora essa seja uma situação cavada pela própria Portuguesa, o fato é que agora nem adianta chorar pelo leite derramado. Nem adianta. Está posta.
A boa notícia é o que o grupo de jogadores é mais acostumado a isso que o do ano passado. Tem mais experiência. E gente jogando bem. Casos de Thomazella, Giovanni Augusto, Victor Andrade, Ricardinho (jogou demais diante do Palmeiras) e Eduardo Diniz. Fabinho, o treinador, foi bem à beira do gramado. Fez boas leituras e orientou bem os atletas.
Se colocar tudo na balança, a Lusa vai perceber que tem condições de conseguir o que necessita. Ainda que seja difícil. Mas pode.
Novamente, em tempo, a torcida rubro-verde foi espetacular. Tem sido. Independente do desempenho em campo, tanto que é a que mais comparece fora do Canindé. Só atrás dos outros quatro grandes clubes do Estado. Um amor incondicional. E por esse amor merece melhor sorte.
* Maurício Capela é jornalista há 28 anos. Comentarista, já trabalhou em diversos veículos, como RedeTV!, 105 FM, Tropical FM, Veja, Valor, Gazeta Mercantil.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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