Início Colunas Coluna do Maurício Capela Opinião: Há um Primavera no caminho da Portuguesa

Opinião: Há um Primavera no caminho da Portuguesa

Lusa tem a vantagem de jogar a segunda partida em casa, mas deve ter atenção ao ataque da equipe do interior que ostenta nomes como Rafael Marques e Alecsandro

3
Foto: Ronaldo Barreto/NETLUSA

Receba as principais notícias da Portuguesa no seu WhatsApp!

Ícone WhatsApp Seguir

A primeira fase do Campeonato Paulista da Série A2 chegou ao fim. E a Portuguesa confirmou seu favoritismo. Ratificou a condição de líder da competição com autoridade e agora vai encarar o Primavera nas quartas de final.

LEIA TAMBÉM: FPF define datas e horários das quartas de final da Série A2 do Paulista

É claro que o torcedor da Lusa espera a classificação. Claro. Mas é preciso ter consciência que, de fato, se inicia uma nova etapa. O mata-mata, quer queira, quer não, é um outro campeonato. Um jogo ruim, mal concentrado, dispersivo pode significar o fim do acesso. 

O Primavera, por sua vez, pode assumir tranquilamente o papel de franco-atirador, sem demérito algum. O time se classificou em oitavo lugar, ou seja, na última vaga. E na primeira fase venceu cinco vezes, tomando 15 gols e fazendo outros 15 gols. 

O ataque parece ser mais consistente que a defesa. Tem algumas figurinhas carimbadas do cenário esportivo nacional, como os atacantes Rafael Marques e Alecsandro. Sim, isso mesmo. Rafael Marques de Palmeiras e Alecsandro de Vasco, entre outros clubes. Ou seja, todo cuidado é pouco. 

O fato é que os números da Portuguesa são muitos bons no torneio. É o time que menos tomou gols no certame, seis reveses. É o melhor ataque, com 22 gols. Além de ter sido a equipe com mais vitórias, nove triunfos, e ter perdido uma única vez. 

Mas a consistência do time rubro-verde não se limita apenas ao desempenho matemático. Vai além. Thomazella, no gol, empresta firmeza a uma dupla de zaga interessante, formada pelo jovem Patrick e pelo experiente Luizão Barba. O meio, com Marzagão, na cabeça de área qualifica a marcação, o que possibilita a Daniel Costa ser, de fato, o que se espera dele nesse time: o maestro. 

O ataque, por sua vez, parece ser o setor em que o técnico Sérgio Soares tem mais dúvidas. Caio Mancha, Gustavo França, Cesinha, entre outros, se alternam bastante na condição de titularidade. Falta ali alguém conseguir assumir a referência à frente. E nada melhor que jogos decisivos para fazer emergir essa figura no elenco de qualquer equipe em qualquer disputa. 

Trocando em miúdos, a espinha dorsal da Lusa funciona em alto nível, mas falta o ponto final da definição. E é aí que a coisa pode travar. 

É justamente nesse momento que o treinador passa a ser um diferencial, porque uma vez mapeado, a mudança se impõe e se acertar vira bestial, mas se errar vira uma  besta, já diria o saudoso Otto Glória, enquanto técnico dessa mesma Portuguesa de Desportos na década de 70 do século passado. Ou seja, com a palavra, o atual comandante da nau rubro-verde, Sérgio Soares.

* Maurício Capela é jornalista há 28 anos. Comentarista, já trabalhou em diversos veículos, como RedeTV!, 105 FM, Tropical FM, Veja, Valor, Gazeta Mercantil.

Faça parte do Clube NETLUSA e apoie o jornalismo lusitano independente.

guest
3 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários