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Montada na gestão Alexandre Barros, a Feira da Madrugada, que sequer iniciou o funcionamento, está com os dias contados. No último fim de semana, parte da estrutura, localizada no antigo areião, foi retirada.
Sem receber os valores referentes à manutenção, a empresa responsável pela cobertura realizou a remoção de 40% da estrutura. O restante foi impedido por um dos gestores da feirinha, acompanhado de policiais militares.
A reportagem do NETLUSA entrou em contato com o presidente da Lusa, Antonio Carlos Castanheira, para questionar sobre o ocorrido no fim de semana. O atual mandatário rubro-verde disse que vai acionar os gestores e cobrar os aluguéis do período em que a feirinha esteve montada.
“A Portuguesa vai notificar hoje (segunda-feira) os gestores da feirinha para retirarem todo equipamento que está no clube. A Portuguesa não quer mais esse tipo de situação, de policiais e cobranças no Canindé. Além disso, o clube vai cobrar todos os aluguéis pelo período em que a feirinha esteve montada”, disse.
Entenda o caso
Lançada com o objetivo de ser a salvação da Portuguesa pelo antigo presidente, em abril de 2018, a Feira da Madrugada causou mais problemas que soluções ao clube. Sem a aprovação dos conselheiros e torcedores, a feirinha teve diversas mudanças na gestão e promessas que jamais foram cumpridas.
Inicialmente, o empreendimento seria gerido pela Upsurg Finance, que prometia R$ 375 mil por mês (durante 36 meses) pela locação do espaço. Os números, segundo a empresa, poderiam chegar a R$ 1 milhão.

Em outubro do mesmo ano, o então presidente da Feira da Madrugada, Diego Araújo, confirmou que a Portuguesa receberia R$ 12 milhões por ano – ou seja, R$ 1 milhão por mês. Ele ainda contou que seriam 1050 boxes disponíveis na parte do areião e que o espaço onde ficavam as piscinas também seria utilizado.
A primeira promessa era de que a feirinha seria inaugurada no dia 1º de novembro de 2018. No entanto, uma discordância entre o clube e a direção do empreendimento adiou a inauguração para dez dias depois. De acordo com o jornal Agora, à época, a Lusa já havia recebido R$ 900 mil por um ano de aluguel, número inferior ao que foi prometido inicialmente.
Até mesmo a advogada Gislaine Nunes, carrasca da Portuguesa, participou do caso. Diego Araújo, ainda como presidente da feira, contratou a advogada para representá-lo na disputa com o clube. Gislaine, inclusive, confirmou, no dia 22 de janeiro de 2019, que a feirinha teria inicio no fim do mesmo mês.
Sem a realização do projeto, o site da Veja, no início de fevereiro, divulgou que a Portuguesa não havia recebido quaisquer valores de aluguéis, além das despesas, como água, luz e IPTU.
Com o imbróglio iniciado, a Feira da Madrugada tornou-se um verdadeiro elefante branco. Apos a publicação da Veja, Diego Araújo criticou duramente o então presidente da Portuguesa, Alexandre Barros, e garantiu ter diversos depósitos no nome do antigo mandatário.
No último posicionamento público sobre o caso, no dia 15 de fevereiro de 2019, o clube do Canindé confirmou que brigara na Justiça com Araújo, e que entrara com um pedido de reintegração de posse do areião.
Durante reunião do Conselho Deliberativo, no fim do último ano, Alexandre Barros voltou a garantir a realização da Feira da Madrugada, o que não ocorreu.
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