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Existe a possibilidade, mesmo que remota, de jogar por quase 90 minutos com um jogador a mais, levar um sufoco, sofrer o gol de empate no fim e ainda assim achar que o resultado foi positivo? Se eu disser isso assim, solto, vão me chamar de louco, idiota ou passador de pano.
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Mas se o contexto for colocado à mesa, com uma dezena de desfalques, calor senegalesco do meio-dia de um domingo de verão em Lins e 61 horas de intervalo entre o fim de um jogo em que teve que se segurar com um a menos por 80 minutos – e dois nos últimos 16 -, aí sim, ter empatado com o então vice-líder Linense foi um resultado para lá de positivo.
Obviamente, frustra não ter dominado o jogo mesmo vendo o adversário reduzido a 10 homens logo no décimo minuto, mas, convenhamos, levando em conta o que aconteceu nos jogos com o São Caetano e o Juventus, a Lusa somou um ponto em vez de ter perdido dois.
Ainda mais tendo levado três bolas na trave, mas a sorte é parte do pacote e ninguém pode desprezá-la. Sérgio Soares tinha duas opções: carregar e tentar matar o jogo, sob pena de desgastar ainda mais um elenco já reduzido e castigado pelo forte início de temporada em que se joga duas vezes por semana, ou administrar uma vantagem mínima tendo a favor uma liderança relativamente tranquila na tabela e o objetivo de chegar ao fim da primeira fase na melhor colocação possível.
Sob este segundo aspecto, pontuar passou a ser mais importante que arriscar ainda mais a saúde do elenco por dois pontos que, teoricamente, não são fundamentais na disputa por uma vaga. Aí o resultado, reforço, pode ser visto sob duas óticas diferentes, mas que nenhuma pode ser tratada como uma verdade absoluta e, consequentemente, transformando a outra em absurdo: i) não é admissível sofrer um gol no fim tendo superioridade numérica; e ii) dentro das circunstâncias do certame, somar pontos com o time remendado, fora de casa e contra o segundo colocado não pode jamais ser considerado um mau negócio.
O que não significa, porém, que Sérgio Soares esteja imune a críticas. Parte do trabalho do treinador é gerir o elenco para ter, à disposição, condições para armar o melhor time possível, e o controle emocional é um dos pontos sob a alçada do treinador. Com isso, este colunista não está dizendo de forma alguma que a Portuguesa é um time destemperado, mas jogos como o que precisou puxar forças sabe-se lá de onde para segurar o placar com dois a menos podem causar um desgaste que, lá na frente, pode cobrar o preço.
E, sabemos, não costuma ser barato.
* Marcos Teixeira, 43, é jornalista, lusitano e colunista do site Ludopédio.org
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