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Ainda estamos no meio da 1ª fase da Copa Paulista, mas o torcedor já sonha com uma possível final, que nos recolocaria no calendário nacional após passarmos 2022 em branco.
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Praticamente toda a torcida – eu incluso – aposta as fichas na Série D, uma chance de ter calendário ‘pra valer’ no 2º semestre de 2023 e ainda poder retomar uma estabilidade no Brasileirão, já que a Série C não se demonstra inteira a cada edição como faz a D.
Mas no meio de toda essa unanimidade, uma dúvida: e se a Lusa ficasse com a vaga na Copa do Brasil?
Depois de muitos anos, 2023 marcará nosso retorno à elite do estadual de maior prestígio no país. Antes de pensar em qualquer coisa, nossa prioridade deve ser não cair de volta pra A2. E é justamente pensando nisso que a pergunta faz sentido.
Muitos jogadores que disputam o Paulistão conseguem vaga em times da Série B ou C no resto do ano. Logo, talvez a D não seja um chamariz tão interessante. Entre dois times com estrutura parecida e condições semelhantes no Paulistão, jogar a Copa do Brasil é um poder de barganha que pode fazer diferença.
Isso sem falar no valor das premiações. Claro que é difícil passar de fase na Copa do Brasil, mas os times que vão avançando conseguem quantias bastante significativas. Vencendo um ou dois jogos, já se conquista da federação um valor maior do que quem fica nas primeiras colocações na A1.
A vantagem da Série A1 é que não é necessário ser campeão pra garantir vaga na Série D. Como muitas equipes já têm vaga garantida em A, B e C, é comum que times que fiquem logo acima da zona de rebaixamento conquistem o direito de jogar a divisão nacional. Por isso, pensando a longo prazo, talvez seja melhor se garantir na A1 e jogar a quarta divisão com frequência, como tem feito a Ferroviária, por exemplo.
Em outras palavras, seria uma aposta mais concentrada em ter um primeiro semestre muito forte, pensando já em 2024, aí sim com o ano inteiro preenchido com A1 e Série D (e quem sabe até a Copa do Brasil de novo). Seria uma boa?
Claro que tudo isso passa por uma boa administração e até um pouco de sorte. O Marília, por exemplo, disputou a Copa do Brasil junto com a Série A3 em 2021. Nem subiu de divisão, e nem passou de fase. Ficou num 0 a 0 xoxo com o Criciúma, em jogo que sequer foi disputado diante de sua torcida.
Pessoalmente, continuo sendo ‘conservador’ nesse sentido. É melhor jogar a Série D o quanto antes, e priorizá-la com todas as nossas forças. Mas consigo ver o lado bom caso nos surgisse uma vaga na Copa do Brasil. E você, concorda?
* André Carlos Zorzi é jornalista, autor de “Para Nós És Sempre O Time Campeão – A Portuguesa de 1996” e coautor de “Lusa: 100 Anos de Amor e Luta”.
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