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Depois de uma eleição conturbada, Antonio Carlos Castanheira assumiu a presidência da Portuguesa no início desse ano com metas ambiciosas. Ciente de que a Lusa é uma das cinco grandes equipes do Estado de São Paulo, o mandatário precisava reverter anos de más gestões que tiraram o clube da elite paulista e do cenário nacional.
Logo no início, Castanheira deixou claro a importância do torcedor, pois graças à esta paixão o clube está vivo, firme e forte até hoje. Diferentemente dos valores de anos anteriores, realizou promoções na venda de ingressos durante a Série A2 e tentou trazer de volta o bom ambiente ao Canindé. Com isso, conseguiu a maior média de público do torneio.
Os resultados, no entanto, não vieram no início do Estadual. Com elenco e comissão técnica definidos ainda pela gestão anterior, a equipe chegou a frequentar a zona de rebaixamento. Então, Castanheira foi preciso e trouxe o técnico Fernando Marchiori, que era o atual campeão da competição na época. As vitórias começaram a aparecer e o time embalou, entretanto, a pandemia chegou e forçou a paralisação dos jogos de futebol.
Frustração e alegria pós-pandemia
Mas nem isso foi razão para a diretoria ficar parada. Diversas ações de marketing foram feitas, valorizando a marca da Rubro-Verde. A festa do centenário, mesmo sem a presença do torcedor, trouxe ainda mais esperança de um ano vitorioso. Além disso, novos jogadores chegaram para deixar o time com a cara do comandante.
Quando o futebol voltou, a equipe mostrou que ainda não tinha perdido o embalo e, sem sofrer nenhum gol, venceu as últimas três partidas da primeira fase da A2. Nas quartas de final, 20 minutos de domínio sobre o XV de Piracicaba, 2 a 0 no placar, até que um drone apareceria para mudar o rumo. A Lusa sofreu a virada na ida e perdeu a volta, em casa, e se despediu do torneio.
Se a grande meta, que é voltar à elite paulista, não foi alcançada, restava buscar algo na Copa Paulista. Contudo, não há muito o que falar do desempenho lusitano desse torneio. Com a melhor campanha da história, a Rubro-Verde se sagrou campeã e confirmou seu retorno para a Série D do Campeonato Brasileiro.
Claro que comemorar dentro de campo é o mais prazeroso, no entanto, também vale destacar os ‘títulos’ fora dele. Novos patrocinadores chegaram ao clube, que foi noticiado de maneira positiva na mídia após anos. A Portuguesa ainda foi à Justiça para renegociar suas dívidas e participou de palestras sobre gestão esportiva.
Em apenas um ano como presidente, Castanheira acendeu a luz no fim do túnel que todos esperavam na Portuguesa. Pois, mostrou que é possível o clube se reerguer e voltar a ter uma posição de destaque no futebol brasileiro. A esperança vive nos corações rubro-verdes ao lado da expectativa de um retorno imediato à Série A1 do Paulista.
Esperamos que as respostas, dentro e fora de campo, continuem aparecendo.
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