A paixão pela Lusa começou cedo e vem de família. Há maquete com palitos de fósforo dos vários estádios da Portuguesa no museu do clube, confeccionadas artesanalmente por seu pai. Seu avô foi um dos dez primeiros sócios eméritos do clube. Hoje o espaço do Netlusa é cedido ao Thiago Rodrigo, conhecido na nossa comunidade pelos descontos de lusitano para lusitano que vira e mexe anunciamos nos jogos, matemático e estatístico raiz e que aprendeu a torcer pela Lusa aos nove anos de idade.

Em 1988, quando o seu pai Nildo o levou para assistir a um jogo entre Portuguesa e Bangu no Canindé, o matemático e estatístico Thiago Rodrigo Alves Carneiro viu na vitória do time mandante por 1 a 0, gol de Catatau, o estímulo necessário para o menino de 9 anos escolher o time do coração. De quebra, rebaixamos o Bangu naquele ano, nossa pedra no sapato na Série D de 2016 e também de 2021.

Nestes 33 anos torcendo para a Portuguesa, ele relembra vários fatos que marcaram a sua vida como torcedor:

1 – O choro da final do Brasileirão de 1996 com o gol de Airton aos 41′ do segundo tempo na final contra o Grêmio, mas acha que a Portuguesa perdeu o título na semifinal contra o Atlético Mineiro quando a vitória no velho Mineirão daria a vantagem de dois resultados iguais e a segunda partida em casa.

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2 – O ano de 1998 como um todo. A semifinal do Paulistão contra o Corinthians, no Morumbi, com a marcação indevida de um dos pênaltis mais escandalosos da história da arbitragem do futebol brasileiro, levando o Corinthians à final do Paulistão daquele ano. Depois, a semifinal do Brasileirão contra o Cruzeiro onde a Portuguesa fez dois bons jogos contra o time mineiro, mas apagou no terceiro e último jogo das semifinais e perdeu por 1 a 0 no Canindé.

3 – O empate em 0 a 0 na segunda fase do Paulistão de 1989 contra o São José, no Pacaembu, em que a bola teimava em não entrar, fazendo com que a Portuguesa perdesse no triangular pela melhor campanha dos joseenses.

4 – A incredulidade da perda de 4 pontos no STJD pela escalação irregular do jogador Héverton contra o Grêmio em 2013, rebaixando a Portuguesa para a série B no Brasileirão e culminando com uma desestruturação do time rubro-verde que perdura até os dias atuais. Acredita, pois, que a Portuguesa é a maior culpada do seu próprio rebaixamento e colhe o fruto de atitudes erradas de alguns mandatários.

5 – Os diversos regulamentos e sistemas de pontuação esdrúxulos que ele viu enquanto nos contava esse túnel do tempo. Na década de 1980, vitória valia dois pontos e empate valia um ponto; para valorizar a busca pelo gol, ao invés da retranca, a FIFA passou a pontuar a vitória como três pontos. No Brasileirão de 1988, após o empate no tempo regulamentar era promovida uma disputa de pênaltis e o time vitorioso somava um ponto e a agremiação derrotada ficava sem pontos. Curiosamente, no mesmo ano a Lusa obteve o terceiro lugar de seu grupo em ambos os turnos e, curiosamente, terminou o campeonato com melhor campanha que o terceiro colocado e menos jogos disputados. Porém, como apenas os dois primeiros colocados de cada grupo em cada turno se classificavam, o time rubro-verde ficou de fora.

Em que pese a Portuguesa ter causado sofrimento e, quiçá, ser a única parte não bem resolvida em sua vida, ainda acredita que com uma diretoria comprometida com os ideais do clube e uma forte limpeza de energias e de pessoas que só pensam no próprio bolso pelos lados do Canindé, a Lusa poderá voltar ao cenário de destaque no futebol nacional.

As visões e opiniões deste artigo são do torcedor entrevistado e não representam necessariamente a opinião da NETLUSA.

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