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Marcos Teixeira: Sobre a esperança

Ponto somado no clássico mantém Lusa com permanência à vista, mas será preciso fazer muito mais para não voltar ao inferno da Série A2

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Foto: Ronaldo Barreto/Ag. Paulistão

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Noutro dia, escrevi aqui que a esperança é como água que cai em terra fértil. Basta uma gota e um jardim floresce. Assim, e principalmente, é no futebol. Nos agarramos em dados, coincidências, pontos somados em jogos improváveis.

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O empate no clássico com o Corinthians é um desses jogos. Lendo e ouvindo tudo o que foi dito pelos torcedores, havia um mar de desânimo. “Outra vergonha”; “Uma goleada, na certa!” Admito que eu estava entre os pessimistas. E não esperava nada mais que uma derrota honrosa, pois sim, há honra até, e sobretudo, nos revezes.

O empate, ao cabo, pode e deve ser festejado por tudo o que antecedeu a partida: a necessidade de fazer caixa a curto prazo, a montagem desastrada e desastrosa do elenco, as quatro derrotas seguidas, três das quais em confrontos diretos com quem tem pouco ou nada mais que a luta pela permanência.

É a tal esperança que gotejou com a entrega em campo, não só pelo ponto, como pela disposição apresentada.

O próximo jogo é daqueles em que a derrota é proibida para os dois lados. Até um empate pode significar o abraço da morte. Só que será um jogo com características diferentes das apresentadas pelo duelo no Mané Garrincha.

Não dá para ficar esperando.

A evolução da equipe depois da substituição do treinador é nítida, mas as condições atuais não permitem que haja uma melhora gradativa.

Precisamos da vitória sobre a Ferroviária, seja como for. E para quem ganhou somente uma partida em oito, vencer duas em quatro não é tão simples, e talvez nem dê, mas é o que temos e é o que tentaremos fazer.

Só assim ainda haverá com o que esperançar daqui até o fim do certame, quando será preciso identificar os erros, entender o que foi feito e corrigir a rota para não termos que ficar outras e outras e outras vezes repetindo discurso do amor incondicional.

Todos sabemos disso. O que não sabemos é o que restará do clube se vier mais um rebaixamento.

Aí, malta, não haverá SAF que dará jeito. Não em curto prazo.

* Marcos Teixeira, 45, é jornalista, lusitano e colunista do site Ludopédio.org

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA

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