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Vendo as estatísticas da nossa estreia no Paulistão contra o Botafogo, confirmei a impressão que tive no Canindé. Falta ao nosso um time um centro-avante que saiba concluir. Não precisa criar chances a rodo, mas algumas a cada jogo, com precisão.
+ João Carlos Martins acompanha estreia da Lusa no Paulistão
A Lusa deu dez chutes para fora e dois ao gol. O Botafogo arriscou bem menos, três pra fora e quatro ao gol, mas soube marcar. Não adianta a gente ter mais posse e mais chutes jogando em casa, se não houver qualidade, não interfere no placar.
Não estou nem pedindo um Paulinho McLaren ou um novo Pinga. Precisamos de alguém que seja para a Lusa o que foram o Bruno Mineiro, o Gilberto, o Jael, o Guilherme Queiróz, em campanhas recentes. Se não fosse essa turma, muitos deles entrando com o torneio em andamento, nossa lista de vexames seria ainda maior.
Se me pedirem nomes, eu não sei dizer. Como sempre comento, tem um departamento de pessoas mais preparadas que eu e remuneradas pra isso no clube. Mas se for o caso, nem precisa vir alguém novo. Quem sabe com mais treinos com foco no chute final, e uma inspiração divina por algumas semanas (temos só mais 11 jogos nessa primeira fase, gente! Como diria Chico Anysio, é “vapt, vupt”) não surge um goleador que estava ‘escondido’.
O resultado foi ruim, e o jogo foi desanimador, especialmente o segundo tempo. Mas como eu costumo dizer: embasemos a nossa fé na ruindade dos adversários. Se a gente jogar mal, mas outros dois times jogarem pior, já está valendo! Não vamos jogar a toalha que ainda tem muito caminho pela frente.
E a primeira rodada de qualquer competição é sempre uma incógnita. O Botafogo pode ser tanto um time que vai passar de fase e brigar pelo título, o que tornaria mais “aceitável” nossa derrota, quanto um time que vá brigar para não cair, e esse jogo nos faça MUITA falta lá na frente – como foi o caso do Macaé em 2016.
Por fim, fica aqui também o alerta para ficarmos de olho na arbitragem. O juiz ficou os 11 minutos iniciais sem comunicação com o VAR. Felizmente não teve nenhum problema dessa vez, mas e se tivesse um lance polêmico nesse período?
* André Carlos Zorzi é jornalista, autor de “Para Nós És Sempre O Time Campeão – A Portuguesa de 1996” e coautor de “Lusa: 100 Anos de Amor e Luta”.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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