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A parte mais legal do futebol é também a mais cruel. O clichê de que ‘tudo pode acontecer até o apito final’ acaba sendo bem real. Nesse mesmo mês em que estamos agora, com os pés no chão, mas empolgados com a possibilidade de garantir uma vaga em competição nacional, também estivemos a um lance de sermos eliminados vergonhosamente na 1ª fase da Copa Paulista.
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Um gol a mais do São Caetano, ou um saldo um pouco maior no outro jogo do grupo, e pronto, a última rodada não nos seria de alívio, mas de tristeza, reclamação e protestos.
Claro que ainda não ganhamos nada, e é fato que, para um time do tamanho da Lusa, não faz tanta diferença ser eliminado em 3º ou em último: o que nos vale é a vaga na Série D (ou pelo menos a da Copa do Brasil – que não seria de todo ruim, como já mostrei em coluna anterior).
A Copa Paulista é uma competição muito, muito parelha. Basta ver que todos os semifinalistas empataram fora e venceram em casa, por apenas um gol de diferença. Na fase de grupos, a diferença entre o líder e o eliminado do nosso grupo foi de apenas um ponto. Qualquer detalhezinho teria feito toda a diferença – principalmente pra nós, que passamos no saldo. Mas é aquela coisa: o Desportivo tinha o dobro de vitórias que a Portuguesa, e isso de nada valeu na hora do mata-mata.
Fiquei pensando em quantas vezes a história não poderia ser completamente diferente com apenas um detalhe de diferença. Como se, em um lance crucial, o mundo se bifurcasse entre duas realidades diferentes: a nossa e uma paralela.
Ponte Preta x América-MG, última rodada da Série B 2010. Acabou 0 x 0, mas a Ponte mandou uma bola na trave. E se entra? O América, nervoso, não conseguiria virar. Quem ia comemorar o retorno à elite não seriam os mineiros, mas sim a Lusa, lá na Ilha do Retiro. A Barcelusa jamais teria existido, já que estaríamos na Série A de 2011. Mas talvez a gente chegasse numa Libertadores. Ou caísse mais rápido ainda do que foi. O fato é que aquele simples momento mudou tudo: o clima da torcida, quem ficou e quem saiu do elenco, e tudo que fizemos ao longo dos anos seguintes.
Dá pra imaginar isso em vários momentos recentes – e não vou nem citar o Caso Héverton, me refiro ao campo, mesmo. Hoje todo mundo se lembra de 2020 como o ano do título da Copa Paulista, que salvou o centenário e nos recolocou no mapa nacional, ainda que por um ano só. Mas uma falhinha a mais no momento errado dos pênaltis contra o Água Santa e pronto, seria “só mais um” vexame.
Quem sabe não existe uma realidade paralela em que o Suárez não teve o reflexo certo e Gana não só foi semifinalista como campeã da Copa do Mundo?
Enfrentaremos agora o único invicto da competição, e com a vantagem do empate para eles. Eu acredito que conseguimos passar, mas acho improvável que venha uma goleada, ou até mesmo um 2 a 0 por aí.
Quem sabe aquela classificação sofrida contra o São Caetano não tenha sido o início da bifurcação para uma realidade em que a Lusa ganha a Copa Paulista, sobe na Série D e, se mantendo na A1, volta a ter dias melhores. Até lá, teremos muitos detalhes pela frente.
* André Carlos Zorzi é jornalista, autor de “Para Nós És Sempre O Time Campeão – A Portuguesa de 1996” e coautor de “Lusa: 100 Anos de Amor e Luta”.
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