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Ontem foi o ‘aniversário’ de sete anos do nosso rebaixamento à Série A2 do Paulistão. Naquele 8 de abril de 2015, eu era um dos 188 lusitanos presentes no Morumbi (de acordo com o borderô da FPF). Tínhamos que vencer e torcer por resultados, mas não aconteceu nem uma coisa, nem outra, e com 10 minutos, o jogo já estava 2 a 0. Lembro de um clima ruim, muito tenso, até com alguns princípios de discussão e lágrimas entre os torcedores. Vendo a nossa impotência em virar o placar, foi me caindo a ficha. Teve uma hora que até cheguei a chorar e pensei: “E se essa for a última vez que eu vejo meu time na 1ª divisão?”.
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O tempo passou, e no ano seguinte eu já estava otimista de novo. Afinal, a Lusa sempre fazia um ‘bate-volta’ no elevador do Paulistão: nas duas vezes em que tinha caído pra A2, subiu como campeã na primeira tentativa. Veio o balde de água fria e o choque de realidade de que talvez não fôssemos mais um gigante tão temido em terras paulistas.
Pelas minhas contas, passaram-se 2.558 dias entre aquele 3 a 0 pro São Paulo e o nosso possível retorno, hoje, contra o Rio Claro.
Nesse período, foram 83 jogos pelo Campeonato Paulista.
Acho que nem os mais pessimistas achavam, de fato, que ficaríamos tanto tempo longe da elite. Mas essa espera pode acabar hoje. E vai!
Teremos o estádio cheio, um time digno da nossa história centenária em campo, e, se tudo continuar como vem sendo, até a sorte do nosso lado.
Se você estiver em dúvida se vai ou não ao jogo, não pense duas vezes: vá! Hoje é um dia histórico. E o jogo tende a ser bastante difícil, contra o único time que já nos venceu em 2022, por isso cada voz de incentivo é fundamental.
E digo mais: torcedor, não desista. Estamos falando de uma Portuguesa com poder de reação, que foi capaz de viradas, e de ‘segurar a barra’ em diversos momentos complicados.
Então, se o Rio Claro abrir o placar, ou fizer dois ou três gols, não desanime! Não entre naquela conversa de “vai ser a mesma coisa que o Vila Nova”, “a Lusa nunca se deu bem num mata-mata”, “jamais vencemos nada nos pênaltis”, “o time amarela diante da torcida” e por aí vai.
Em vez disso, lembre que o gol do jogo de ida ainda está valendo.
Lembre que a história nem sempre se repete. Que tabus estão aí para serem quebrados.
Lembre que toda virada histórica um dia já foi um ‘resultado impossível’. Lembre do Vasco 4 x 3 Palmeiras, do Manchester United 2 x 1 Bayern de Munique, do Angola 4 x 4 Mali.
Lembre do dia em que, aos 40 minutos do segundo tempo, perdíamos por 2 a 0 para o Atibaia, e fechamos o dia com os três pontos.
Lembrem-se que essa é “A” chance!
Honestamente, acho que temos tudo para vencer ou ao menos empatar. Esse é o nosso ano. Mas, se precisar de um motivo para acreditar, pense em cada um dos 2.558 dias que se passaram até essa chance surgir. E se você não aguenta nem mais um dia de espera, grite: “Vamos subir, Lusa!”.
Com ou sem emoção, a esperança é de Lusa na primeira divisão! Rumo ao tri!
* André Carlos Zorzi é jornalista, autor de “Para Nós És Sempre O Time Campeão – A Portuguesa de 1996” e coautor de “Lusa: 100 Anos de Amor e Luta”.
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