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Dirigente da Lusa explica decisão de não renovar com Carlos Henrique

Toninho Cecílio alegou que o lateral esquerdo não evoluiu como esperava e ressaltou o nível do Paulistão

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Foto: Ronaldo Barreto/NETLUSA

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Durante a coletiva de imprensa realizada na última segunda-feira (17), o executivo de futebol Toninho Cecílio revelou os nomes dos atletas que ficam e saem na Portuguesa para 2023. Um dos pontos que mais chamou a atenção do torcedor foi a presença do lateral esquerdo Carlos Henrique na lista dos jogadores que não permanecerão.

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O dirigente explicou que o atleta não evoluiu o esperado no decorrer da Copa Paulista e não teria tempo de prepará-lo para a disputa do Paulistão. “O Carlos Henrique não vai ficar porque alguma coisa a gente entende que precisa ser melhorado e não temos tempo. Eu achava que ele iria evoluir um pouco mais rápido. ‘Ah, mas ele não poderia ir para compor, de repente?’. Não foi uma decisão fácil”, revelou.

O jogador foi contratado para a disputa da Copa São Paulo de Futebol Junior vindo do Corinthians. Na competição, o jogador foi um dos destaques. Depois, chegou a atuar em algumas partidas na Série A2 do Campeonato Paulista. Com a saída de Eduardo Diniz, após o Estadual, Carlos Henrique assumiu a titularidade, mas alternou no posto com o contestado Samuel Balbino. Toninho Cecílio falou também sobre o contrato de permanência dele e as conversas na época de sua chegada.

“O Carlos Henrique tem um acordo no contrato que eu precisaria renovar por mais três anos. Ele veio naquela fase experimental, desde que assinasse um acordo de prorrogação para proteger a gente. Nessa negociação, o empresário não aceitou um ou dois anos. Ele pediu três e a gente aceitou [esse acordo]. Se o menino estourasse a gente estaria protegido. Então, agora, se eu for ficar com ele, eu sou obrigado a cumprir os três anos. Eu poderia negociar mais um, mas pode ser que ele não aceitasse”, completou.

O dirigente voltou a destacar o fato do Paulistão ser uma competição de tiro curto como um dos fatores determinantes para não manter o jovem no Canindé. “Torço para que ele se dê muito bem. Há espaço ainda para evolução, mas eu gostaria de ter visto o Carlos Henrique um pouco mais pronto. Talvez ele esteja pagando o preço pelo campeonato que virá, não porque a gente não gosta dele.  Mas a gente entende o que vai sofrer. A gente sabe como é a velocidade das coisas”, concluiu.

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