Foto: Mauro Horita/Ag.Paulistão

Um dia antes da Portuguesa fazer a sua estreia na Copa Paulista, uma nova notícia chega pelos lados do Canindé, desta vez envolvendo o acordo trabalhista firmado em 2021. A Rubro-Verde informou em um comunicado divulgado na tarde desta sexta-feira (14) que ocorreu uma mudança no acordo trabalhista solicitada pela corregedoria do Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região. A mudança será oficializada pelo órgão no Diário Oficial nesta segunda-feira (16).

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Nesta solicitação, ainda será mantida a unificação do acordo trabalhista assim como não ter o risco de penhoras e bloqueios judiciais. Contudo, um administrador judicial analisará as contas do clube para verificar a possibilidade da quitação do acordo nos seis anos que haviam sido estipulados.

“Será nomeado um administrador judicial que entenderá as contas da Portuguesa e sua suficiência financeira para pagamentos e definido um teto de pagamentos, um percentual de pagamentos mensais, como foi feito anteriormente no Clube do Vasco da Gama. Dessa forma, os credores seguirão recebendo da maneira ordenada pela corregedoria”, afirmou o advogado Daniel Lucas, em entrevista à Lusa TV.


De acordo com a advogada Tatiana Morgado, de 2021 até hoje, 216 ações trabalhistas foram pagas, sendo 184 completamente quitadas por meio deste acordo. A integrante do departamento jurídico do clube destacou a ampla aceitação da maioria dos advogados quando o acordo foi firmado e o caso de sucesso do acordo.

“Através do plano, a gente conseguiu estagnar esse problema que nós tínhamos dessas ações trabalhistas. Ao mesmo tempo, nós tivemos, durante esse prazo, apenas dois advogados que surgiram contra o plano, com 97% de aceitação dos demais advogados, representantes dos credores, inclusive com manifestação do processo recente para a continuação do plano. Então, nós entendemos que essa decisão da corregedoria é equivocada, principalmente não apenas para a Portuguesa, mas também para os credores e é por esse motivo que nós vamos realmente buscar que seja mantido. Eu acredito que os credores serão prejudicados com isso, porque esses credores que receberam ao longo desse prazo eram credores que faziam muito tempo que não viam um real da Portuguesa. Foi um case de sucesso, e esse case de sucesso, que foi inclusive exemplo para outros, não poderia terminar assim”, comentou.

O presidente Antonio Carlos Castanheira lamentou a mudança no acordo, mas frisou o desejo da manutenção do acordo e mostrar a viabilidade financeira do clube, por meio

“A gente vai entender os passos com a corregedoria e vamos também mostrar para eles que a Portuguesa é viável. A Portuguesa é viável, sim, tem condições de modernizar esse complexo para buscar investidor. Esse investidor, junto com a modernização do futebol, também vai fazer com que a gente possa organizar o passivo que ainda resta dessa parte trabalhista, também a civil e a tributária. Não tem outra saída. A gente tem que deixar a Portuguesa de pé, ter a situação da Portuguesa do dia a dia normalizado e buscar investidor. Então, a gente vai propor a corregedoria, vamos conversar com eles nesse modelo novo, caso a gente não consiga a manutenção do atual, que é a Portuguesa e viável. Inclusive, eu fiz essa solicitação, a gente tem seis anos para isso, e no quarto ano já fomos podados com relação a isso. Eu não concordo, isso é uma situação que eu fico indignado. Apesar de entender os conceitos jurídicos, a lei, etc, a gente vai provar para a corregedoria que mesmo nesse modelo que eles estão impondo, a gente pode deixar a Portuguesa de pé e equacionada. Afinal de contas, a gente tem um espaço aqui que, modernizando, é um espaço que pode gerar recursos grandes e, com recursos grandes, a gente consegue pagar esse passivo grande. Da forma como está, com os pacos recursos que nós temos, a gente consegue pagar o dia a dia, bem apertado, mas a gente consegue pagar o dia a dia. Então, nós vamos trabalhar intensamente ainda nesse um ano e meio de gestão que nós temos, para que a gente possa equacionar através da modernização e de novos investidores para a Portuguesa, e, com isso, a gente conseguir sanar esse passivo gigantesco que a gente acabou se metendo ao longo desses anos e que a gente tem que solucionar em um ano e meio”, frisou.

Confira o pronunciamento, na íntegra, divulgado pela Portuguesa:

14 comentários

  1. Às vezes tenho a clara sensação que querem acabar com a Portuguesa. É só colocar um pouco a cabeça fora da água que já vem porrada. Quando entramos na justiça comum contra a CBF disseram que cairíamos todas as divisões até sumir. Parece haver empenho em tornar realidade esta afirmativa.

    • Infelizmente, acabaram com a LUSA de dentro para fora… A “doença” está(va) no Canindé … Todo o resto é uma consequência que corrói ou corroeu o clube desde muitos anos….

    • A Vontade de derrubar a portuguesa vem de fora……e tmb veio de dentro no passado…agora pelo menos internamente a situação mudou….mas de fora pra dentro…..é matar um DRAGÃO todo dia. ai pergunto….kd o cidadão que colocou aquela favela lá dentro…e de quebra destruiu as piscinas???…piscina que frequentei muiiito na decada de 70 e 80…kd esse safado??

  2. A Portuguesa de Desportos foi vítima de nefastas administrações durante longos anos! A atual administração é honesta, trabalha duro e já obteve bastante êxito, portanto, cabeça erguida e todo o ânimo na reconstrução da centenária Lusa do Canindé!!!

  3. 1 ano e meio ou seja 548 dias para esse idiota sair da presidência e nada de conseguir um investidor 🤮 só me resta contar para esses dias passarem rapidamente e enfim ele vai sair…fechar as portas e jogar as chaves no podre rio Tietê 💩

  4. Independente de bom ou ruim, tenho a sensação de que estão buscando uma organização para se manter de pé, pois foram muitos anos saqueando e gerando entulhos dentro de todas as áreas do clube, inclusive o futebol. Quando me lembro das contratações realizadas e contratos absurdos gerados pelo último Direto de Futebol recentemente, que se não me engano é de algum grupo rival, me dá uma forte sensação de que te gente lá dentro que estão sentindo falta destes dias nefastos que tiveram por lá.
    Bem ou mal, estamos caminhando mesmo que a passos lentos, mas estamos. Me assusta a troca de gestão e cairmos na mão de alguém desta tropinha que ainda circula por lá.

    Como disse neste relato e agora um pouco mais específico, algumas contratações e alguns contratos um pouco mais longos me deixaram a impressão de co-participação e aí o que menos interessa é a Portuguesa.

    Que fiquemos longe destes que ainda querem uma parte do que resta de Portuguesa.

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