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Castanheira explica briga e quer transformar a Lusa em clube-empresa

Novo presidente da Portuguesa falou sobre os projetos que têm à frente do time

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Foto: Ronaldo Barreto/NETLUSA

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Apesar de assumir somente em 1º de janeiro, Antonio Carlos Castanheira, presidente eleito pela Portuguesa no último dia 10, já trabalha pelo ressurgimento do clube.

Em entrevista à Goal, o mandatário rubro-verde, além de explicar sobre a briga com o vice-presidente da chapa de Alexandre Barros, Ricardo Costa, falou sobre o objetivo de transformar a Lusa num clube-empresa.

Castanheira ainda falou em relação à junta do futebol, parte social, show no Canindé, entre outros assuntos.

Confira a entrevista completa realizada pela Goal:

Briga com Ricardo Costa

Ali eu fui só me defender, a atitude partiu do agressor. Foi um episódio muito triste, não acho nem que fica legal ficar levantando agora se foi A, B, C quem estava certo. O que aconteceu lá acontece em muitos clubes no país. É muito coração que tem, as pessoas acabam extrapolando. Ali foi o que eu fiz.

Falta de união no clube

Não existe dividir, eu inclusive tentei fazer com que isso não acontecesse. Estava acertado com o Alexandre (Barros), ele deu declarações de que não ia concorrer para que a gente fosse trabalhar de forma conjunta. Inclusive com o Nando (Fernando Tomé), estava acertado para fazer uma chapa única. Mas ele escutou de uma forma errada e não deu para fazer.

Já trabalha por essa união?

O Nando já está tranquilo, ele teve uma solicitação de impugnação da chapa dele pelo vice-presidente do Alexandre Barros. O Nando estava naquele acerto que foi feito no sábado. Foi mero detalhe, a gente converge em muitas coisas, que aliás acabaram fazendo a conjunção na chapa da Revolusa. Espero que todos pensem na Portuguesa, que exista uma convergência total, mas com os outros é complicado. Sinceramente, Manoel Reis e Alexandre Barros não têm condições.

Desde quando você é sócio da Portuguesa?

Desde 1971, desde os seis anos de idade, quando o meu pai comprou o título familiar.

Foco do mandato

É futebol total. Tentar resgatar a parte social para o momento social de hoje. Não é os áureos tempos com 90 mil sócios, tem que acomodar seus cinco, seis mil sócios da forma que der. Isso daí vai ser o nosso foco para poder acabar com esse passivo enorme criado nos últimos anos.

E como fazer isso?

Foco total do futebol, fazer a estruturação do futebol de forma totalmente separada. Leva totalmente lá para o CT. Eu imagino que, com organização, a coisa comece andar bem e faça o futebol gerar um dinheiro rapidamente para a gente poder pagar as dívidas de curto prazo e evitar bloqueio em receitas para que a gente consiga ter a tranquilidade de operar.

Junta do futebol

Já estive com eles, passei confiança. Confio que o trabalho será feito da melhor maneira. Eu não sabia muito bem como estava a junta, tem lá os diretores, o Marcos, o Renato, o Zé Manuel. Não tem cotista nenhum, tem é muito esforço e muito trabalho desses homens que merecem todo o respeito. Pegaram o touro à unha e por isso que vão continuar até o final da Série A2.

Como mudar o que tem de errado?

Eu só tenho três anos de mandato, nem se você subir todos os anos você consegue entrar na A. Já fiz uma reunião com a junta da diretoria de futebol, passamos toda a tranquilidade. Vamos buscar organizar e arrumar dinheiro. Futebol é assim, trabalho. Às vezes você tem um caminhão de dinheiro e não dá certo.

Clube-empresa

Esse modelo futebol-empresa vai ter que acontecer no nosso país, não tem como fugir da profissionalização, o futebol virou um dos melhores modelos de negócio do mundo. O resto é amadorismo, que é o que vem acontecendo ano após ano. O Botafogo já aprovou isso lá no Rio de Janeiro, um clube grande, de tradição. Espero que a gente consiga formalizar isso no nosso futebol

Existe esse projeto então?

Já estamos trabalhando. O modelo é bem próximo ao do Botafogo, temos um assunto a ser discutido. Ainda falta uma análise jurídica no projeto de futebol empresa, uma análise da CBF. Esperamos que dê certo.

O que você pensa sobre o modelo do Red Bull Bragantino?

O nosso modelo é diferente. Eles têm um modelo assim dessa forma por questão de ser em Bragança, a Portuguesa tem uma camisa mais forte, tem mais história, tem mais tradição. O nosso é um modelo diferente, cada um para o seu público.

Ingressos a 100 reais

Jamais [vou continuar]. Carnê a 100 reais, isso não existe. É preferível ter a Portuguesa com 20 mil torcedores a 5 reais, estádio cheio. Vamos fazer as promoções que nós fizemos em 2015, estádio sempre cheio. Infelizmente o produto que nós estamos ofertando para a torcida ainda é muito ruim. Tenho certeza que no primeiro e no segundo jogo de bom futebol eles já vão voltar a campo.

Parte social

A Portuguesa não tem mais nada. No clube só restou o salão nobre e o ginásio. As piscinas acabaram. Tem que ser perguntado para o presidente atual porque ficou desse jeito, mas ele não é uma pessoa fácil.

O Canindé continuará recebendo shows?

Sim, porque isso vai ser a tona da arena nova, gerar eventos e shows e fazer jus ao passivo grande que foi acumulado nos últimos anos. O projeto já existe e é uma das nossas prioridades.

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