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Reeleito presidente da Portuguesa para o triênio 2023/2025, Antonio Carlos Castanheira, em entrevista após a eleição, na noite de segunda-feira (12), aproveitou para falar sobre o futuro da Lusa. Inicialmente, o mandatário rubro-verde garantiu que dará sequência ao projeto da arena e citou o Santos como espelho.
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“Muitos assuntos ficaram engasgados, como o projeto da arena. No começo da gestão nós tínhamos um acerto, estávamos trabalhando com a WTorre e investidores que estavam atrás desse assunto. Já vamos retomar agora, é o mesmo processo que está sendo feito na Vila [Belmiro], por isso que até fizemos essa troca, sentando com o presidente [Andrés] Rueda. Começa lá, o Santos joga aqui [no Canindé] um período, e depois nós vamos fazer um trabalho de arena para a Portuguesa com esse grupo que está estudando o do Santos”, explicou o dirigente lusitano.
Outra promessa de Castanheira é dar seguimento ao processo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) na Lusa. O dirigente contou que, como até pouco tempo a possibilidade não existia por lei no Brasil, tentaria o projeto através de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE). O presidente voltou a ressaltar que já existe a separação entre o clube e o futebol da Rubro-Verde.
“Outra situação que ficou amarrada, que era a principal que eu queria, até porque quando decidi separar o futebol, que era o outro projeto, não tinha a SAF aprovada como lei ainda. Eu iria fazer do meu jeitão, uma Sociedade de Propósito Específico (SPE). Na prática, a gente já separou o futebol do clube, o operacionalmente, não temos mais nenhum diretor a delegar, a Portuguesa precisa de investidor e nós estamos indo atrás deles”, contou Castanheira.
Problemas e investimento
Em outro momento da entrevista pós-reeleição, o mandatário lusitano afirmou que a Lusa tem passado um segundo semestre bastante complicado, com a necessidade constante de buscar recursos para manter a casa em ordem. Segundo ele, a SAF amenizará a questão, e voltou a apontar os obstáculos que a gestão precisou superar, como a ausência de renda de bilheteria durante a pandemia.
“Vamos virar um segundo semestre muito complicado, a equação do orçamento já fechou bem apertado, mas o segundo semestre foi uma busca intensa por dinheiro de novo e que mata qualquer cristão. É o dia inteiro buscando recursos para honrar compromisso. Com a SAF vai amenizar o projeto do futebol-empresa da Portuguesa. Espero que sejam três anos mais tranquilos porque perdemos em dois anos uma fonte de receita interessante que foi a bilheteria dos jogos, e a gente teve que manter o time jogando, perdemos as festas, eventos, shows, complicou demais, e se não fosse o núcleo de negócios, eu não sei o que seria. Nos últimos anos trouxemos uma gama de patrocínios muito boa que deu sustento à Portuguesa”, concluiu o dirigente.
Castanheira, da chapa ‘Real Independente’ foi reeleito com 114 votos, contra 59 de Fernando Tomé, da ‘Lusa 100Sempre’, o seu único concorrente no pleito. Foi uma vitória convincente, somando quase o dobro dos votos do oponente, o que traz a responsabilidade de corresponder o tamanho da confiança depositada pelos conselheiros.
Assista, na íntegra, a entrevista do presidente Antonio Carlos Castanheira após ser reeleito:
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