Início Notícias da Portuguesa Antigo mascote da Lusa vira treinador destaque na Paulista Cup

Antigo mascote da Lusa vira treinador destaque na Paulista Cup

Romulo Senna, que foi mascote da Lusa nos últimos três anos, hoje é técnico do Barcelona Capela e destaque na Paulista Cup

24
Fotos: Divulgação/Portuguesa e Arquivo Pessoal

Receba as principais notícias da Portuguesa no seu WhatsApp!

Ícone WhatsApp Seguir

Você já se imaginou em estar no gramado como mascote da Portuguesa e, anos depois, estar de volta aos campos, mas desta vez como treinador? Esta é a história do técnico Romulo Senna. Mascote da Portuguesa entre 2020 a 2022, ele viu de perto as conquistas da Copa Paulista e da Série A2 do Paulista e agora brilha com o time Sub-20 do Barcelona Capela.

+ Portuguesa e Água Santa empatam sem gols no Paulista Sub-20

O treinador soma três vitórias, um empate e uma derrota na Paulista Cup e a liderança do grupo J, com 67% de aproveitamento. Em bate-papo com o NETLUSA, o comandante exaltou a oportunidade de ter sido mascote da Rubro-Verde, no qual foi o primeiro mascote autorizado a acompanhar um time de futebol na pandemia.

“Foi uma experiência fantástica, principalmente por estar perto das crianças que tem uma energia especial. Fiz o mascote com muito amor e carinho, pois é um personagem muito importante. Quando a fantasia ficava comigo, eu ia em festas de aniversários. A criançada ficava maluca”, afirmou.

O agora técnico destacou que nunca recebeu nenhum valor para ser o mascote verde encarnado. Além disso, comentou sobre algumas ações no qual participou, tanto pela Portuguesa, quanto pela Leões da Fabulosa, principal torcida organizada verde encarnada.

“Era por amor mesmo. Fazíamos uns projetos junto ao Departamento Social, que é muito importante para a comunidade tanto da torcida quando ao arredor do estádio e também junto ao Departamento Social dos Leões da Fabulosa. Fiz visitas em orfanatos, entrega de brinquedos, arrecadação de alimentos e muitas outras coisas”, completou.

O convite para ser mascote da Lusa

Foto: Arquivo pessoal

Na época, Romulo Senna atuava como pedagogo e era dono de uma creche em Itapevi, na Grande São Paulo, e recebeu o convite para ser o mascote de Artur Cabreira, membro da diretoria lusitana. Após conversar com o dirigente, ambos conversaram com o marketing da Lusa, que abraçou a ideia.

“Como eu já queria fazer mesmo, ele me deu essa oportunidade única. Quando pintou a oportunidade, conversamos com o Bruno (que fazia parte do marketing da Lusa na época) que é uma pessoa fantástica, ele abraçou a ideia e começamos a fazer. (…)Fomos convidados para participar da Virada Cultural, participamos da feira da CBF também, não posso esquecer da minha amiga Elisa que dá vida a Severa, uma mulher guerreira, uma grande amiga, que como sempre dissemos, não foi a gente que escolheu ser mascote, foi o mascote que nos escolheu”, agradeceu.

O agora treinador do Barcelona Capela comentou sobre como o período como mascote aumentou o desejo de assumir um cargo como técnico e as diferenças entre as duas funções.

“Acredito que todas as experiências são validas, estando ao lado do gramado isso com certeza ajudou no desejo de ajudar. Ser treinador aconteceu de uma forma muito legal e ser mascote ajuda e muito, principalmente como tratar as pessoas e a imprensa. São sentimentos diferentes, mas a intensidade é a mesma. Ser treinador poder mudar a vida das pessoas. Estou muito feliz em poder fazer isso hoje”, comentou.

Preparação e estágio na Lusa

Foto: Arquivo Pessoal

O técnico fez o curso da CBF Academy e conseguiu sua primeira oportunidade no Inter Ipiranga, clube na capital paulista administrado por Jairo Lossaco. Contudo, um fato marcou a preparação do treinador foi o seu retorno ao Canindé, desta vez, para estagiar na comissão técnica da equipe sub-20 da Portuguesa.

Após o jogo entre Portuguesa e Barcelona Capela, na Ibrachina Arena, válido pela primeira fase do Paulista Sub-20, Romulo conversou com o técnico Alan Dotti, no qual pediu uma chance de estagiar na Rubro-Verde. Após algumas conversas por redes sociais, ele recebeu a oportunidade de acompanhar o dia a dia da Lusa.  

“Ele me deu a oportunidade de ficar na Portuguesa de acompanhar jogos, de viver aquilo tudo, foi muito especial. Ali trabalham pessoas do bem. No Sub-20 da Portuguesa vi uma família. Ainda ficar ao lado do Cesar que e um grande ídolo, pude estar convivendo com o Bruno (preparador de Goleiro), Yiuri (analista de desempenho), Marchal (preparador físico), o Paulinho e seu Ezido, sem palavras, foram momentos de aprendizagem, a cada momento”, frisou.

Após retornar ao Inter Ipiranga, agora como técnico, Romulo Senna conseguiu uma oportunidade como técnico do Sub-20 em outro time. A equipe em questão foi o Barcelona Capela, time conhecido por revelar o atacante Diego Costa (agora no Botafogo). O treinador exaltou o novo clube.

“O Barcelona e um time que tem tudo para conseguir voar longe. (…) Acredito que esse time irá longe nos campeonatos que estamos disputando, Paulista Cup de Clubes e a Associação Paulista de Futebol, todos vão ouvir falar muito do Barcelona. Temos jogadores qualificados e estamos aprimorando ainda mais o desenvolvimento de cada um, para melhorar o desempenho dentro de cada partida”, destacou.

E se viesse a chance de treinar a equipe da Portuguesa, será que Romulo aceitaria a sua terceira passagem pelo Canindé, sendo a primeira como treinador? Se depender dele, seria mais um sonho sendo realizado.

“Acredito ser umas das minhas metas profissionais, ou até mesmo ser auxiliar. Para isso acontecer, temos que criar casca, como dizem no futebol. Temos que ganhar partidas, ir bem em campeonatos, se possível ganhar títulos, ai quando o convite chegar estaremos prontos para esse desafio”, finalizou.

Romulo Senna, o segundo da esquerda para a direita, com a equipe Sub-20 do Barcelona Capela – Foto: Arquivo Pessoal

Faça parte do Clube NETLUSA e apoie o jornalismo lusitano independente.

guest
24 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários