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Escrevo essa coluna para que não esqueçamos: a Lusa é grande! Acho que a torcida de todos os times que enfrentaram o Corinthians nesse Paulistão acreditavam que podiam ganhar. Por que com a gente seria diferente?
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Independente do resultado, se vier uma miraculosa vitória, um empate sem graça, ou uma vergonhosa goleada, não podemos desanimar. Quarta-feira tem o jogo contra a Ferroviária, em casa, e sem dúvidas podemos ganhar! Seja pra sair da zona de rebaixamento (sendo otimista em relação ao Ituano), seja para continuar respirando, o campeonato não acabou!
Quando li os comentários da minha última coluna, senti muita gente ‘jogando a toalha’. Se nós mesmos desistirmos, como vamos cobrar os jogadores a continuar acreditando?
Respeito o sentimento de quem ‘já sabe’ o que vem pela frente (mais uma frustração). A nossa torcida foi muito maltratada nos últimos anos. A equipe atual pode ser fraca, mas joga com vontade e é o que temos.
Para um time que superou sete anos de Série A2, inúmeros rebaixamentos seguidos, incompetências, erros, e mesmo assim voltou à elite, não podemos desanimar por causa de quatro ou cinco derrotas seguidas. A Lusa não acabou do dia para a noite, e a esperança também não! As distâncias parecem gigantes e inalcançáveis, mas em duas rodadas com alguma sorte, isso tudo muda.
Me reservo ao direito de, ao menos até o fim da partida contra a Ferroviária, ser otimista. Talvez a gente perca os dois jogos e feche a rodada virtualmente rebaixado. Mas pode ser que ao fim da próxima quarta estejamos respirando aliviados.
A Portuguesa se apequenou nos últimos tempos. E nessas últimas rodadas tem jogado e agido como time pequeno: insucesso em confrontos diretos, sofrendo virada, rescisões em meio de campeonato, venda de mando, torcida irritada… É o script completo do rebaixamento.
Possivelmente uma a cada mil campanhas parecidas acabe sem queda. Mas e se essa “uma” formos nós? A volta à elite foi uma mostra de que nossa camisa ainda pesa. E uma arrancada final, ainda que aos trancos e barrancos, pode mostrar que continuamos entre os gigantes do futebol paulista.
Pelo menos até quarta-feira, fica a sugestão: segurem as toalhas!
* André Carlos Zorzi é jornalista, autor de “Para Nós És Sempre O Time Campeão – A Portuguesa de 1996” e coautor de “Lusa: 100 Anos de Amor e Luta”.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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