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A coluna de hoje é para dar saudades pra quem viveu o Canindé no fim dos anos 90 – que inveja! – e também para prestar homenagem ao aniversariante do dia, um dos nomes mais vitoriosos da história do futebol brasileiro: Zagallo!
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O ano era 1998 e a história do Velho Lobo cruzou com a da Lusa. Pouco depois de deixar a Seleção Brasileira – uma passagem contestada, é verdade, mas que teve resultados, como o título da Copa América de 97, que rendeu o famoso “Vocês vão ter que me engolir”, e a chegada à final da Copa do Mundo na França.
Quando um técnico sai da Seleção, qual o caminho que se espera? Que ele vá para um time de Série A, com bons jogadores, apto a disputar títulos. Justamente o que a Portuguesa era na época. Ainda que não tenhamos levado títulos, vínhamos de três anos seguidos indo longe tanto no Brasileirão quanto no Paulista, inclusive cedendo jogadores à Seleção.
O contrato foi assinado num dos últimos dias de dezembro, e o técnico começaria os trabalhos em 1999. A imprensa divulgava o valor de 110 mil reais por mês, sendo metade pago pelo grupo Salemco.
No Paulistão, o time não foi mal: chegou à última rodada com a vantagem de poder empatar o confronto direto contra o Palmeiras para disputar a semifinal contra o Santos. Zagallo reclamou bastante da arbitragem na véspera do jogo, e acabou surtindo efeito: três pênaltis para a Lusa. Mas, num daqueles ‘momentos Portuguesa’, de nada adiantou, porque perdemos por 4 a 3.
Dias depois, veio a renovação do contrato. Zagallo disse que tinha uma proposta “financeiramente mais compensadora para trabalhar na Europa”, mas optou por permanecer. Se tinha mesmo, ou se era só para fazer média com a torcida, nunca saberemos, mas o fato é que ficou no Canindé. Mas só por mais três meses. Uma longa sequência sem vitórias fez com que deixasse a Rubro-Verde. Na saída, se disse “grato” por sua primeira oportunidade no futebol paulista.
Muita gente comenta que essa época de ‘vacas gordas’, com contratações badaladas e salários altos, mas sem títulos ou planejamento, foi o que causou a nossa decadência no início dos anos 2000, já que ao mesmo tempo que a Lusa se endividou, reduziram as vagas na Série A. Independente de qualquer coisa, é muito legal olhar pra esses respiros de uma Lusa gigante que hoje parece tão distante.
Ah, e uma última curiosidade, que já abordei numa coluna recente: o último jogo de Zagallo como técnico de futebol, um amistoso que foi convidado para dirigir pela CBF em 2002, marca também a última convocação de um jogador da Lusa à Seleção, quando Ricardo Oliveira ficou na reserva.
* André Carlos Zorzi é jornalista, autor de “Para Nós És Sempre O Time Campeão – A Portuguesa de 1996” e coautor de “Lusa: 100 Anos de Amor e Luta”.
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