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O zagueiro Victor Ramos, que disputou o Paulistão desse ano pela Portuguesa, ingressou na Justiça de Goiás com um pedido de exceção de incompetência, com o objetivo de retirar a investigação da máfia das apostas do Ministério Público de Goiás e anular o processo. As informações são do colunista Diego Garcia, do UOL.
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Inclusive, a defesa do atleta, que é réu no caso, utilizou como exemplo a Operação Lava Jato, na qual o STF afastou a competência da Justiça do Paraná para julgar os supostos crimes envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.
“Em ambos os julgamentos (Lula e Mantega), os debates foram atravessados pela tese central de que houve abuso na atração da competência pela 13ª Vara Federal de Curitiba nos casos da Lava Jato”, afirmou o habeas corpus utilizado pela defesa do jogador.
Além disso, a defesa de Victor Ramos também lembrou que o MP atribuiu a participação do esquema a uma suposta aceitação de promessa enquanto o atleta participava do jogo da Lusa diante do Guarani, no dia 8 de fevereiro. O jogo terminou com derrota lusitana por 2 a 1, no Brinco de Ouro da Princesa, ainda pela primeira fase do Paulistão. O advogado do atleta apontou que a suposta manipulação não possui qualquer relação com os atos investigados nas Séries A e B do Campeonato Brasileiro, já que o jogo que o zagueiro participou era do Estadual.
“Ainda que a primeira etapa da operação tenha por móvel fatos supostamente praticados no Estado de Goiás, segundo o MP, com o intuito de manipularem a competitividade e idoneidade do jogo, tal circunstância não pode atrair a competência de uma das Varas Criminais de Goiânia para todos os supostos delitos praticados no contexto de eventos esportivos profissionais de futebol”, completou o documento.
Em abril desse ano, Victor Ramos concedeu um depoimento ao Ministério Público de Goiás e disse que não sabia que era crime conversar sobre apostas. O atleta, hoje na Chapecoense, admitiu que conversou com os apostadores, mas negou que tenha recebido qualquer valor para cometer alguma infração durante um jogo. Ele disse ainda que foi apresentado aos apostadores pelo amigo de infância Fernando Gama, que, assim como Victor Ramos, é réu no processo.
O zagueiro publicou uma nota no dia 10 de maio, assinada pelos seus advogados, e nega envolvimento em esquemas de manipulação de jogos no futebol brasileiro.
Sobre as investigações
A operação “Penalidade Máxima” teve início em fevereiro e busca provas de uma associação criminosa envolvida na manipulação de jogos. O esquema teria o objetivo de viabilizar as apostas em valores elevados. A partir disso, alguns atletas receberiam parte dos ganhos em caso de êxito.
Os jogadores seriam procurados com ofertas para lances específicos, como fazer um número específico de faltas, levar cartão amarelo, garantir uma quantidade determinada de escanteios e até ajudar na derrota do próprio time.
Com os acordos, os apostadores obtinham lucro alto, conforme informou o representante do MP-GO, Fernando Cesconetto. “Valores que variavam entre R$ 70 mil e R$ 100 mil. Esses jogos seriam todos manipulados, variando eventos de cartões amarelos, pênaltis e outros. Arrecadamos materiais em diversos estados, como equipamentos eletrônicos”, afirmou.
Foram expedidos mandados de busca e apreensão nas cidades de Goianira (GO), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Pelotas (RS), Santa Maria (RS), Erechim (RS), Chapecó (SC), Tubarão (SC), Bragança Paulista (SP), Guarulhos (SP), Santo André (SP), Santana do Parnaíba (SP), Santos (SP), Taubaté (SP) e Presidente Venceslau (SP).
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