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A torcida organizada Leões da Fabulosa divulgou, na noite do último sábado (1), uma nota oficial manifestando revolta com o atraso no registro da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) da Portuguesa na Federação Paulista de Futebol (FPF) e na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O impasse se deve a pendências documentais internas do clube, especificamente à ata da Assembleia Geral que aprovou a proposta de SAF.
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O principal alvo das críticas da torcida é Marcos Lico, presidente da Assembleia Geral da Lusa. A torcida questiona a legalidade da decisão de Lico, de inserir por conta própria uma exigência de homologação posterior da votação dos sócios, e acusa o dirigente de se colocar acima dos sócios.
Os Leões da Fabulosa também cobram um posicionamento do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) sobre as ressalvas feitas ao contrato da SAF antes da assinatura. De acordo com a nota, a diretoria havia garantido que as modificações exigidas haviam sido implementadas, mas o COF não se manifestou oficialmente sobre o tema, gerando incertezas. A organizada exige esclarecimentos e repudia a postura silenciosa de setores políticos do clube.
Por fim, a nota faz um duro ataque a ex-dirigentes, opositores e membros da política do clube, acusando-os de colocar seus interesses pessoais acima da sobrevivência da Portuguesa. A torcida alerta que o futuro do clube está em risco e afirma que não esquecerá aqueles que, na visão deles, estão contribuindo para a crise. A manifestação encerra com um apelo para que a Portuguesa seja deixada em paz e que os responsáveis pelo imbróglio assumam suas responsabilidades.
Confira, na íntegra, a nota divulgada pela torcida Leões da Fabulosa:
Os Leões da Fabulosa receberam com revolta e indignação a notícia de que a Portuguesa não está conseguindo finalizar o registro da SAF na Federação Paulista de Futebol e na Confederação Brasileira de Futebol por pendências em documentos que são de responsabilidade dos órgãos internos do clube.
Como divulgado em vários veículos da imprensa, o entrave é a ata da reunião da Assembleia Geral que votou a proposta de SAF da Tauá, da Revee e da XP. A ata deveria registrar que os sócios aprovaram a SAF com as ressalvas do COF.
Só que o presidente da Assembleia Geral, Marcos Lico, incluiu por conta própria (dito por ele mesmo em entrevista ao NETLUSA) a exigência de que essa aprovação dos sócios ainda fosse homologada depois pela Assembleia Geral. Ou seja, tirando a validade da própria votação que a ata está registrando.
Marcos Lico, quem você pensa que é para decidir se os votos dos sócios valem ou não? Não é você mesmo que diz que a Assembleia Geral precisa votar o que vem do Conselho Deliberativo? Onde está escrito que a votação, depois de acontecer, ainda precisa ser homologada pelo órgão? Você está se colocando acima dos sócios da Portuguesa!
O Conselho Deliberativo também aprovou a SAF com as ressalvas do COF e lá nunca se discutiu colocar na ata a necessidade de uma homologação depois da votação. Essa ata do Conselho, inclusive, foi aprovada por unanimidade nos últimos dias sem isso. E sem objeção até mesmo de conselheiros da oposição! Você estava lá, Marcos Lico!
É preciso que essa ata da Assembleia Geral seja corrigida e retificada urgentemente, registrando aquilo que de fato foi votado pelos sócios, sem que a mesa diretora se coloque acima do bem e do mal para validar ou não o voto do associado.
Também fica a pergunta pro COF: qual a posição sobre as ressalvas? Antes de assinar o contrato da SAF, a diretoria soltou um comunicado dizendo que as alterações tinham sido feitas e que teve até aval do advogado contratado pelo COF.
E o que a gente teve do COF? Silêncio. Se tinha coisa errada, se as alterações não tinham sido feitas, por que o COF não impediu a assinatura? A gente só fica sabendo agora, meses depois, que o COF parece não estar satisfeito com as alterações? Sem contar que o COF não tem poder, pelo estatuto, para aprovar nada, só sugerir.
Por fim, a diretoria da Portuguesa tem a obrigação de se manifestar publicamente, deixando claro para a torcida se as alterações no contrato foram mesmo feitas.
Os mesmos de 10, 20, 30 anos seguem empenhados em destruir a Portuguesa. Uma etapa simples vira um risco de extinção do clube, com a saída da SAF. Está na hora dessa gente – ex-dirigentes, oposição e até mesmo líderes dos poderes do clube – deixar os egos de lado e pensar, pelo menos uma vez, no clube.
A Portuguesa está na beira do abismo e, se cair, saibam que vocês serão diretamente responsáveis. Suas mãos estarão sujas de sangue e nós não esqueceremos. Os verdadeiros torcedores da Portuguesa estão fartos desse jogo político sujo, onde o ego inflamado de alguns só gera desilusão e brigas. Estamos cansados de vocês. Respeitem a vontade da maioria dos conselheiros, dos sócios e dos torcedores.
Criem seus próprios clubes e DEIXEM A PORTUGUESA EM PAZ!
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