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A Tauá Partners, empresa que investe na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) da Portuguesa, cogita desistir do projeto devido a entraves burocráticos impostos pela própria estrutura interna do clube. A informação foi divulgada pelo jornalista Jorge Nicola, na última sexta-feira (28), e confirmada pelo NETLUSA.
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O principal obstáculo é a postura de Marcos Lico, presidente da Assembleia Geral, que estaria retardando a conclusão da transição definitiva para a SAF. A falta de reconhecimento formal da Sociedade Anônima do Futebol impede que a Federação Paulista de Futebol (FPF) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) repassem as cotas de participação em torneios. Além disso, os ativos do futebol, incluindo os atletas contratados, não podem ser registrados sob a nova gestão. No Paulistão desse ano, os novos jogadores chegaram a ser registrados pela associação, a fim de que pudessem ser inscritos no Paulistão e Copa do Brasil.
A crise se intensificou porque Lico e José Gonçalves, presidente do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF), exigem a implementação de seis ressalvas feitas pelo COF antes da finalização do processo. No entanto, segundo a SAF, todas essas condições já foram contempladas no contrato assinado entre as partes.
Contudo, um ponto importante está na ata da votação da Assembleia que sacramentou a implementação da SAF da Lusa. O presidente adicionou uma observação, na qual pede que o contrato volte para o COF para análise das ressalvas. No entanto, o contrato da SAF já foi analisado pelos departamentos jurídicos dos investidores e do clube, este último que responde também pelos três poderes, para o ajuste das ressalvas antes da assinatura do contrato, em dezembro.
Na última sexta-feira (28), a diretoria da SAF realizou uma reunião de emergência e cogita até mesmo acionar a Justiça contra os dirigentes que estariam dificultando a conclusão do processo. Conselheiros consultados pelo NETLUSA relataram surpresa ao tomarem conhecimento de que um contrato aprovado ainda precisaria de nova validação pelo COF. Segundo eles, essa não é uma prática comum.
A reportagem procurou Marcos Lico, que justificou sua posição afirmando que a aprovação da SAF foi condicionada à inclusão das ressalvas exigidas pelo COF no contrato. Segundo ele, ainda falta um documento formal do COF atestando que as condições foram cumpridas, o que impede a homologação definitiva do processo.
“A proposta foi aprovada desde que cumpridas integralmente as ressalvas do COF. E foi por isso que escrevi [na ata] que preciso homologar após o COF dar o ‘ok’ sobre o contrato. Esse documento (ata da votação) é de dezembro, e até hoje o COF não me enviou o ‘ok’ pelo simples fato de que a diretoria não apresentou esse documento. Essa é a verdade. É só o COF me enviar um ofício dando o ‘ok’ que eu homologo na hora. Mas a diretoria precisa dar condições para que o COF dê esse ‘ok'”, declarou Lico.
A indefinição gera tensão nos bastidores do Canindé. Caso o impasse continue, a Tauá Partners pode desistir do investimento, deixando a Portuguesa em uma situação financeira ainda mais delicada. Além disso, isso pode afetar outros projetos, como o processo de Recuperação Judicial e também a reforma do estádio do Canindé.
Confira o trecho da ata da reunião da Assembleia com a observação de Marcos Lico:

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