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Luizão Silva exalta projeto da Portuguesa e analisa Copa Paulista

Zagueiro foi o convidado do NETLUSA Debate da última quinta-feira (19)

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Foto: Ronaldo Barreto/NETLUSA

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O zagueiro Luizão Silva enalteceu o projeto da Portuguesa na temporada 2022. Em bate papo no NETLUSA Debate da última quinta-feira (19), o defensor lusitano comentou sobre os motivos que o levaram a acertar com a Lusa e enalteceu o projeto desenvolvido, que culminou no título da Série A2 do Campeonato Paulista.

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“Costumo dizer que, quando vai analisar um projeto a gente conversa primeiro sobre a estrutura, vendo quem vai ser o treinador. Mas me chamou muita atenção, claro em primeiro passo por ser a Portuguesa e em segundo a seriedade do Toninho (Cecílio) e do Sérgio. Mas também pelos jogadores que estariam fazendo parte do plantel né porque, às vezes, jogador tem muito esse negócio de chegar no clube e dizer que a gente vai ser campeão e tal e às vezes não é bem assim. As vezes o clube não está dando aquela estrutura, talvez o clube quer é só se mantenha na divisão. As vezes não é bem por esse lado. Mas quando eu vi que havia fechado com o Luan, Marzagão, Tauã, Daniel Costa, que são caras que eu já tinha trabalhado antes ou enfrentado, a gente vê: ‘ô pera ai…’”, afirmou.

O jogador destacou o otimismo que o time tinha para buscar o sonhado acesso para a elite estadual depois de sete anos na Série A2 do Campeonato Paulista. “Não é ser arrogante nem nada, mas, no começo, sabíamos que íamos bater lá em cima. Subir, com certeza, era o nosso sonho, mas pelo elenco que tínhamos, a gente sabia onde ia chegar. Então isso me chamou muito a atenção no projeto e quando o Sérgio conversou comigo eu não pensei duas vezes (para aceitar)”, completou.

Agora de volta aos treinamentos, o atleta ressaltou o foco do plantel para o segundo desafio do ano: a disputa da Copa Paulista e o retorno para a Série D do Campeonato Brasileiro. Ele não escondeu a importância que a competição tem para o plantel verde encarnado.

“Pra nós é o Campeonato Brasileiro da Série A, ou B. (…). Eu acho que a Portuguesa fez um grande esforço em manter parte do elenco, porque muitos de nós tivemos oportunidades para sair, outros clubes ai. E a gente acredita no projeto. Assim como acreditamos na A2, a gente também acredita neste projeto. Como eu já participei de um projeto assim, que foi no Londrina, onde pegamos o time na Série D e colocamos na Série B. Então, eu gostaria muito de fazer parte, com os meus companheiros, desta ascensão novamente. Colocar a Portuguesa na Série B e Série A de novo. Acho que é degrau por degrau, devagar, mas a Portuguesa tem dado todo o respaldo para a gente manter a maioria do time. Porque a gente já se conhece muito, dentro e fora de campo, então este é um fator importante para poder ter êxito”, finalizou.

Confira alguns dos principais trechos da entrevista:

Chegada à Portuguesa

“[A negociação foi] muito tranquila pela minha vontade de vestir a camisa da Lusa. Eu e o Sérgio (Soares) tínhamos trabalhado junto no Londrina. Quando a gente iniciou essa conversa eu até comentei com ele né que seria uma grande oportunidade da minha carreira. Como eu passei um tempo fora do Brasil, de estar voltando ao cenário brasileiro porque a gente sabe da da tradição e do nome que a Portuguesa carrega. A gente sabe que a gente está falando de um grande clube. Então quando ouvi esse contato eu brinquei com o Sérgio que se fosse até por R$ 1000, não que este não seja um bom valor, mas por qualquer valor eu teria vindo, porque eu acredito. Eu acreditei muito no projeto e graças a Deus a gente conseguiu alcançar este êxito ai.

Apoio ao Luizão Barba e Flavio Boaventura

“O Luizão (Barba) teve uma lesão de oito meses, até esses dias a gente estava conversando e eu falei ‘Cara, firma. A vida só é dura para quem é mole’. Essa fase é difícil, mas a gente tem que passar pelo o que aconteceu. A minha lesão eu senti muito pela expectativa que eu tinha do campeonato. O time estava em uma batida muito boa e quando entrei tinha a expectativa de firmar na posição. Porque quando começou era o Patrick e o Naldo, depois começou eu e o Naldo e tinha essa esperança né. E quando vem uma lesão é uma coisa que frustra a gente um pouco. Então eu passei por isso e tenho tentado passar a minha experiência. É difícil falar, porque o Luizão é experiente, o Flavio (Boaventura) também é experiente. Mas a gente procura passar um pouco do que a gente passou para eles não desanimarem. A gente sabe que o tratamento é longo. Um tratamento para o Luizão voltar aos gramados é de seis a até oito meses né. Então a gente tem que bater nesta tecla para não desanimar, porque a gente vai vencendo um dia, a dor vai passando, melhorando, então mais ou menos nessa tecla a gente vem batendo para não desanimar e eles voltarem aos gramados”.

Sérgio Soares

“É difícil falar do treinador, né, porque a galera pode falar ‘Ah tá puxando o saco e tal’ (risos), mas o Sérgio é um paizão mesmo né, disciplinador, um cara sério. Ele é um cara que, uma das maiores qualidades que eu vejo dele, é que ele é motivador. É um cara que cobra na hora que tem que cobrar, fala bem quando tem que falar, abraça né na hora que tem que abraçar o jogador. Mas uma qualidade que eu vejo muito bem nele é saber ler o adversário, sabe? Montar a tática do nosso time em cima daquele jogo que a gente vai fazer. É um cara que lê o outro adversário e: ‘ó o outro time joga no 4-3-3, os dois beiradas cortam muito para dentro, ou tenta jogar muito para o centroavante. É um cara que lê o time adversário muito rápido e bem. No jogo mesmo, quando muda uma tática, ou algum time muda, ele fala para a gente muito rápido. Essa é uma característica muito difícil da gente ver em um treinador. A gente vê que tem treinador que demora para ler, que é normal também, para tomar uma decisão. E eu vejo isso muito dele. Além de ser um paizão, um cara muito sério. Eu falo com ele assim, ele é um cara que não tem mentira no jogo dele. Por exemplo, vou citar um exemplo do que aconteceu comigo. No jogo contra o São Bento, (0 a 0 no Canindé), eu fiz um grande jogo, ele me chamou e falou: ‘Olha, você fez um grande jogo contra o São Bento, jogou muito bem contra o Monte Azul (3 a 0), só que a vez é do Luizão Barba, que estava na Série B, fez quatro gols se não me engano, ele é o meu capitão. Você entrou muito bem, vai continuar lutando pelo seu espaço, mas a vez é do Luizão’. E eu super respeitei isso, porque qualidade respeita qualidade. O Luizão entrou, eu sabia que ele é um grande jogador. Então, quando é algo que a gente vê que é sacanagem, o cara fica p*** e tal, mas eu falei isso para ele: ‘Professor, eu também achei que você iria fazer isso’ por causa da cadeira né, porque o Luizão estava vindo da Série B, de uma batida boa, merecia mesmo dar sequência, o que é normal. Então eu respeito muito ele por isso”

Concorrência no setor e interação com a base

A gente tenta passar o que aprendemos um pouco com o decorrer da carreira. Uma que é a principal: Qualidade é respeito e respeito é qualidade. Se o Patrick está jogando eu tenho que respeitar ele. Vou lutar, procurar o meu espaço. A gente entende. Quando a gente conversava aqui, Naldo, Luizão, o próprio Flavio que chegou logo depois, e o Patrick a gente sempre falou isso: No time não existe cadeira cativa. Você tem que lutar pelo seu espaço, saber que eu estou fungando no seu cangote e vice-versa. Então, no jogo procura dar o seu melhor que a gente vai respeitar, acima de tudo. É uma concorrência sadia, mas a gente tem que entender que você tem que estar sentado em um banco, não em uma cadeira para você encostar. Porque se encostar outro vai tomar a sua posição. Foi assim que a gente foi, em uma batida, transparente um com o outro, um incentivando o outro. Várias vezes a gente chegava e falava. O Patrick mesmo, que é um jogador que a princípio não ia jogar, eu chegava e fala: ‘ó você é bom’, eu brinco com ele, ‘você é bom de bola, um zagueiro canhoto, rápido. Segue essa batida. Eu sempre falei isso para ele. Essas fases finais falei com o Naldo, joga muito, está jogando demais e sempre foi assim. Um incentivando o outro, apoiando o outro“.

Assista ao NETLUSA Debate com Luizão Silva:

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