Início Notícias da Portuguesa Guto Ferreira comenta ‘Caso Héverton’ e critica ex-presidente da Lusa

Guto Ferreira comenta ‘Caso Héverton’ e critica ex-presidente da Lusa

Treinador disse que não sabia do julgamento do meia Héverton e declarou que Manuel da Lupa não fez nada para evitar rebaixamento do clube

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Foto: Marcos Bezerra

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O técnico Guto Ferreira abriu o jogo sobre o Caso Héverton, que rebaixou a Portuguesa no Brasileirão de 2013. O treinador, hoje sem clube, disse que em nenhum momento foi avisado do julgamento do meia Héverton, pivô do caso.

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“O departamento jurídico em momento algum nos informou que o Héverton seria julgado. Se eles avisam, enquanto não tem a informação se ele foi penalizado ou não, você não utiliza. Normalmente a gente ia com 20 jogadores para as partidas, neste jogo (contra o Grêmio, no Canindé) eu fui com 18, poderia ir com 17”, afirmou, em entrevista ao Flow Sport Club.

O ex-técnico de Ceará, Bahia, entre outros, lembrou o momento vivido pela Lusa naquela época. “Salvamos [do rebaixamento], foi um trabalho maravilhoso em cima de todas as dificuldades que tivemos, com três meses de salários atrasados. O presidente na época (Manuel da Lupa) soltava o cheque, você ia sacar no caixa e estava sustado. Ele tinha problemas de ordem política e ia ter eleição no clube. Ele não estava fazendo nada para segurar a Portuguesa na Série A, porque acho que ele pensava assim: ‘peguei o time na Série B e subi, então vou entregar na Série B’. Tinha também empréstimos no nome dele com um banco de Portugal (Banif), problemas que não vem ao caso e eu não sei explicar”, contou.

Guto Ferreira lamentou o fato de ter sido alvo de algumas pessoas, o que acontece até os dias de hoje. “Até hoje pinta uns lances muito chatos de torcedor. Por mais que esteja provado 100% [a minha inocência], às vezes tem uns otários que chegam e querem levantar isso como ‘culpa do Guto’. Graças a Deus o tempo é o senhor da verdade. A minha carreira falar por si só”, declarou.

Confira outros pontos da entrevista:

Quando soube do ‘Caso Héverton’

“Na terça-feira eu viajava com a minha família e estava em Guarulhos para embarcar para fora do país. Nesse mesmo dia tinha a festa da TV Gazeta e o meu auxiliar foi no meu lugar. Daqui a pouco ele liga e fala: ‘Guto, estão falando aqui que tem um clube que jogou com jogador irregular na última rodada e está salvando o Fluminense, e estão falando que é a Portuguesa”.

Pós Caso Héverton

“Não foi uma coisa clara, eles ficaram jogando com os assuntos. O pior vem depois, porque na época eu tinha sondagem de três equipes da Série A e poderia também continuar na Portuguesa. As três equipes sumiram, porque as pessoas tinham dúvida. Por isso falei que não ia sair enquanto eu não provasse que não tinha com isso (Caso Héverton)”.

“Eu volto, tinha entrado outro presidente (Ilídio Lico), que praticamente não apoiou em nada. Faltava uma semana para começar o Campeonato Paulista, eu remontei sozinho aquele time, sem dinheiro. Eu pedia jogadores para os clubes pagarem os salários para eles jogarem na Portuguesa. Só que a Portuguesa não fez pré-temporada e todos os dias eu tinha que dar entrevista sobre o caso, e eu mesmo não sabia. Nesse meio tempo eu fui prestar depoimento no Ministério Público. Depois de três ou quatro rodadas [do Paulistão], o delegado deu uma declaração na Band dizendo que eu era isento de qualquer culpa. Na sequência, o time não estava indo bem e eu pensei: ‘se eu continuar aqui, essa pressão externa vai chegar aos jogadores’, aí eu saí. Tanto que depois o Argel [Fuchs] chegou e salvou a Portuguesa”.

Assista ao trecho em que Guto Ferreira fala do Caso Héverton:

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