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Conselheiro da Portuguesa, Manuel Antonio Ferreira dos Reis – conhecido como ‘Fura-Bolo’ – está pedindo a anulação da eleição da Diretoria Executiva. Ele, que era vice-presidente de finanças na gestão de Alexandre Barros, concorreu ao pleito e ficou na quarta posição. Agora, no entanto, alega que a chapa vencedora da eleição de 10 de dezembro do ano passado, ‘Real e Independente’, comprou votos de 25 conselheiros.
Segundo documento no qual o NETLUSA teve acesso, esses 25 conselheiros tiveram suas mensalidades pagas pela chapa liderada por Antonio Carlos Castanheira, atual mandatário da Portuguesa. A declaração mostra todos os nomes, com a assinatura do mandatário, e o valor que foi pago para que cada um deles tivesse suas dívidas quitadas e, assim, direito ao voto.
Em outro documento, existem acusações de que as eleições foram muito tumultuadas. Assim, conselheiros suspensos ou excluídos votaram de forma ilegal e outros teriam votado mais de uma vez. Outro ponto abordado é a falta de segurança no local devido a presença da Torcida Uniformizada ‘Leões da Fabulosa’, que teria feito com que alguns membros que assinaram a lista não tenham votado.
Ele ainda aponta que a vice-presidente Denise Boni de Mattos não cumpre os requisitos estatutários mínimos para o cargo, já que tem apenas 17 anos de associada. Para concorrer ao cargo, 20 anos como associado são necessários.
O outro lado
O NETLUSA procurou o atual presidente, Antonio Carlos Castanheira, para saber a sua versão. Através de sua assessoria de imprensa, ele disse estar muito tranquilo, já que não cometeu nenhuma irregularidade em sua campanha, segundo ele. O mandatário afirmou ainda que o candidato derrotado tem o direito de entrar na Justiça, porém ele não se importa com isso e está à disposição da Justiça para quaisquer esclarecimentos. Castanheira garante que os boatos de compra de votos não procedem. Além disso, aponta que, dos 25 nomes citados na lista, apenas sete eram conselheiros do clube. Por fim, o atual mandatário rubro-verde ressaltou que o recibo anexado por Manuel Reis, na qual consta sua assinatura, está datado como 16 de dezembro, seis dias após a eleição presidencial.
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