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A Portuguesa se sentiu incomodada com um tweet do ministro da Educação, Abraham Weintraub, na última quarta-feira (14). Através de um comunicado, o clube repudiu a postura do ministro.
No Twitter, Weintraub comparou o número de manisfestantes em um protesto da Avenida Paulista com a quantidade de torcedores lusitanos, em tom de piada.
Na nota, assinada pelo presidente Alexandre Barros, a Lusa rebateu dizendo que “devemos alertá-lo que nossa educação não é uma primazia, a despeito de sua própria declaração, que como ministro da Educação, conseguiu em breves linhas desrespeitar a democracia, crenças, ideologias, laços culturais”.
“Não respeitou uma entidade quase centenária, que ao longo de sua história foi celeiro de diversos craques nacional e internacional”, continuou.
O comunicado também lembrou o rebaixamento de 2013, o início de uma derrocada inimaginável ao torcedor.
“Não somos meia dúzia de pessoas, somos milhões, parte deles silenciados por terem sofrido com a maior vergonha da história do futebol nacional, que culminou com o rebaixamento desta Associação no ano de 2013, algo não apurado de maneira contundente pelo Poder Público, cujos desdobramentos estão presentes até os dias atuais. Mas continuamos de pé, porque o amor não se mede por divisão, nem por quantidade.”
Confira o comunicado na íntegra:
Com muita indignação esta Associação Portuguesa de Desportos que sempre respeitou o Poder Público, e que desde sua origem contribui para o crescimento do desporto no país, recebeu a notícia de um post no Twitter pela conta pertencente ao Ministro da Educação, Abraham Weintraub, que buscando menosprezar uma manifestação popular, comparou-a a uma manifestação de torcedores desta Associação.
Primeiramente Sr. Ministro, devemos alertá-lo que nossa educação não é uma primazia, a despeito de sua própria declaração, que como ministro da Educação, conseguiu em breves linhas desrespeitar a democracia, crenças, ideologias, laços culturais.
Não respeitou uma entidade quase centenária, que ao longo de sua história foi celeiro de diversos craques nacional e internacional.
Para se “defender” de uma manifestação democrática, ofendeu uma nação de apaixonados, menosprezando suas conquistas e lutas. Ofendeu nossas origens e também a profissão digna de muitos.
Aqui não é uma comunidade de padeiros, mas temos entre nós muitos deles, e são orgulhos de nossa origem.
Não somos meia dúzia de pessoas, somos milhões, parte deles silenciados por terem sofrido com a maior vergonha da história do futebol nacional, que culminou com o rebaixamento desta Associação no ano de 2013, algo não apurado de maneira contundente pelo Poder Público, cujos desdobramentos estão presentes até os dias atuais.
Mas continuamos de pé, porque o amor não se mede por divisão, nem por quantidade.
Respeite nossa história, respeite nosso amor.
Hoje, mais do que nunca VAMOS À LUTA.
São Paulo, 14 de agosto de 2019,
99 anos da Associação Portuguesa de Desportos
Alexandre Azevedo Barros
Presidente da Diretoria
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