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COF mantém parecer desfavorável ao balanço de 2023 da Lusa

Após parecer do Conselho de Orientação e Fiscalização, conselheiros decidirão pela aprovação ou reprovação do balanço

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Foto: Ronaldo Barreto/NETLUSA

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O Conselho Deliberativo da Portuguesa agendará uma nova reunião para analisar o balanço financeiro de 2023, após a apresentação da auditoria da BDO e do relatório da comissão de conselheiros responsáveis por avaliar as contas do clube. A discussão ocorreu na noite desta quinta-feira (3), após a reunião do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF), no Canindé, e durou cerca de uma hora.

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O presidente do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF), José Gonçalves, manteve o parecer anterior desfavorável à aprovação. Ele justificou que o balanço não sofreu alterações e que o relatório da comissão e da BDO apenas apresentam um diagnóstico de correções nas contas, mas sem mudanças.

Por outro lado, o presidente do Conselho Deliberativo, Artur Vieira, argumentou que a diretoria executiva não teve oportunidade de apresentar o balanço diretamente aos conselheiros e esclarecer dúvidas, já que foi seguido o encaminhamento do COF para a criação da comissão de análise. Apesar disso, o mandatário do COF reforçou o posicionamento do órgão consultivo e frisou que a decisão final cabe ao Conselho.

A próxima reunião será decisiva para definir a aprovação ou reprovação do balanço de 2023. No último encontro do conselho, após o primeiro parecer do COF, não houve apresentação detalhada das contas aos conselheiros, apenas a aprovação da criação da comissão de análise. Em entrevista ao NETLUSA Debate da última quarta-feira (2), o presidente Antonio Carlos Castanheira reforçou que atendeu todas as exigências para mostrar que não tem nada de errado com as contas.

“Eu estou fazendo de tudo, e esse foi o motivo, para mostrar para todos os conselheiros, os próprios cofistas, os associados e torcedores, que procurei fazer o melhor nesses seis anos. A Portuguesa estava para fechar, em uma situação dramática, estávamos todos bloqueados, tinha leilão de estádio, vocês sabem como estava o Canindé, o CT estava abandonado, o time lutando há cinco ou seis anos para não cair para a A3. Vou listar isso tudo para os conselheiros, não vou mais cair em narrativa, vou em documento, em fato. Quer saber do contrato? Então toma aqui o contrato. E como você vai aparecer negativo em uma peça que é técnica? Um balanço é uma peça técnica. Ainda mais agora que é auditado, foi dado um parecer. Se quiser pode fazer outro. Não tenho nada a esconder de ninguém”, disse Castanheira.

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