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COF da Portuguesa debate recuperação judicial e situação financeira do clube

Reunião do Conselho de Orientação e Fiscalização aconteceu na última terça-feira (26) com 15 conselheiros presentes

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Foto: Divulgação/Portuguesa

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A Portuguesa realizou na última terça-feira (26) uma reunião do COF, o Conselho de Orientação e Fiscalização do clube. Entre os principais assuntos debatidos esteve a situação da recuperação judicial da Lusa, que atualmente vive um impasse após decisão liminar da Justiça travar a homologação do processo.

A recuperação judicial havia sido aprovada pelos credores em assembleia realizada no ano passado. Após isso, a Justiça determinou a suspensão de bloqueios e penhoras por seis meses enquanto a Portuguesa apresentaria uma série de documentos necessários para continuidade do processo, incluindo certidões negativas de débito. No entanto, uma dívida relevante do clube, que estava inadimplente, só deixou de impedir a emissão da certidão em abril deste ano, quando prescreveu.

Paralelamente, credores vinham tentando anular a assembleia que aprovou a recuperação judicial, alegando supostos erros na contagem de votos. Os pedidos haviam sido negados pela Justiça até que o ex-jogador Tiago Barcellos entrou com uma solicitação liminar para suspender a homologação da RJ até o julgamento definitivo dos recursos de anulação da assembleia. O pedido foi aceito por um desembargador, travando momentaneamente o andamento do processo.

A Portuguesa agora tenta, enquanto o mérito da ação não é julgado, manter a suspensão dos bloqueios e penhoras para evitar novos impactos financeiros ao clube. Já sobre os balanços financeiros, não houve grandes avanços debatidos na reunião. A Lusa ainda não aprovou oficialmente os balanços de 2023 e 2024.

Balanço financeiro

Durante o encontro, foi apresentado o balanço de 2025 elaborado pela BDO e pela MG Contécnica, mas o tema acabou tendo discussão limitada por conta das pendências envolvendo os anos anteriores, a transformação em SAF e o próprio cenário da recuperação judicial.

O balanço financeiro também detalha os aportes realizados pelos investidores da SAF, totalizando R$ 12 milhões já repassados à associação. Entre as destinações dos recursos estão as despesas com o processo de recuperação judicial e o parcelamento de tributos, com um repasse mensal de aproximadamente R$ 400 mil feito pela SAF ao clube.

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