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O CEO da SAF da Portuguesa, Alex Bourgeois, falou sobre o planejamento do elenco para a sequência da temporada em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (5). O dirigente abordou possíveis saídas, negociações em andamento e criticou o que chamou de abordagens antiéticas de outros clubes a profissionais da Lusa.
Segundo Bourgeois, a montagem do grupo já previa mudanças após o Campeonato Paulista. Parte dos jogadores foram contratados apenas para a disputa estadual, enquanto outros chegaram pensando também na campanha da Série D do Campeonato Brasileiro.
“O elenco foi montado em grande parte para a Série D e alguns jogadores específicos para o Paulista. O caso do Ewerthon, por exemplo, já estava previsto. O Gabriel Pires veio para a Série D, mas sabíamos que existia uma probabilidade alta de saída”, explicou.
Saída de Zé Vitor
Entre as mudanças previstas, Bourgeois confirmou que o volante Zé Vitor deve deixar o clube. O jogador pertence ao Maringá-PR, atua na Portuguesa por empréstimo e despertou interesse de outros clubes, situação que limita a permanência para o restante da temporada.
“O Zé Vitor não é nosso. A gente contava com ele, mas sabia que existia chance de sair e provavelmente vai acontecer”, afirmou o dirigente. Mesmo assim, Bourgeois acredita que a base do time deve permanecer para a disputa da Série D.
Ele citou nomes que devem continuar no elenco, como o lateral direito João Vitor, os zagueiros Gustavo Henrique e Eduardo Biazus, os laterais esquerdos Caio Roque e Gustavo Salomão e o meia Guilherme Portuga.
Futuro de Bertinato em aberto
Outro tema abordado foi a situação do goleiro Bruno Bertinato, que pertence à Portuguesa e esteve por empréstimo no Mirassol na última temporada. O atleta tem contrato com a Lusa até o fim de 2026 e recentemente entrou no radar de outras equipes, tendo seu nome ligado ao Grupo City.
Bourgeois confirmou a existência de negociações, mas ressaltou que o clube só aceita liberar o jogador mediante uma proposta considerada adequada.
“Existe negociação. Se não chegarem no preço que a gente quer, ele não sai. Eu já falei para ele que não vamos emprestar de novo como no ano passado. Se vier proposta com dinheiro que faça sentido, especialmente de time de Série A ou que dispute Libertadores, a gente libera. Mas não posso soltar por qualquer valor”, afirmou.
Crítica ao assédio de outros clubes
Durante a coletiva, o CEO também criticou abordagens diretas de outros clubes a atletas e profissionais da Portuguesa. Segundo ele, essas práticas prejudicam o ambiente interno e não respeitam a estrutura do clube.
“O mercado mudou, mas ainda tem gente que acha que pode vir aqui, falar no ouvido do jogador e levar embora. A gente cortou isso. Infelizmente ainda existe muita falta de ética no futebol. Tem clubes que falam diretamente com jogadores e até com o Fábio Matias”, disse.
Bourgeois concluiu reforçando que a gestão da SAF pretende conduzir negociações de forma institucional. “A gente não faz futebol assim”, finalizou.
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