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A advogada Gislaine Nunes, que representa alguns atletas que processam a Portuguesa, concedeu entrevista ao programa Paixão Lusa, da Rádio Trianon, nesta sexta-feira, e falou sobre os acordos não pagos pelo presidente Alexandre Barros.
De acordo com Gislaine, o atual mandatário da Lusa não faz o pagamento de R$ 250 mil mensais há um ano. A última parcela paga foi em novembro de 2018.
A advogada ainda exaltou Fernando Tomé, candidato à presidência pela chapa Revolusa. Gislaine Nunes elogiou o empresário, com quem já conversou e teria um pré-acordo.
Até o momento, somente Tomé confirmou a candidatura à presidência da Portuguesa. A expectativa é que o seu adversário seja Alexandre Barros.
Confira os principais pontos da entrevista:
Acordo com a Portuguesa
Na ocasião com o Manuel Da Lupa, fomos procurados pelo presidente do Tribunal. Provavelmente ele (Da Lupa) foi lá procurar um acordo porque nós estávamos ‘asfixiando’ a Portuguesa. Fizemos o acordo, ele cumpriu, só que a multa não foi estabelecida pelo poder judiciário apenas. Num acordo trabalhista, a multa é estabelecida pelas partes, o juiz sugere, mas não obriga ninguém a assinar nada. O Manuel Da Lupa pagou corretamente durante sua gestão, vinha pagando corretamente. Às vezes com atrasos de dias, mas pagava. Quando assumiu o Ilídio Lico, ele disse que ouviu orientações e não pagou mais nada. Em razão disso, como existia o acordo, nós o executamos e a multa foi aplicada. Depois, com atual presidente fizemos um acordo que ninguém faria, arrumamos investidores. Fizemos um acordo espetacular e, depois desse acordo sem multa, sem correção, então eles deixaram de pagar. Faz um ano (novembro de 2018 foi o último pagamento). Nós executamos e estamos aguardando novamente um edital, onde o Canindé, o estádio, vá à praça novamente.
A multa de 175% tem a concordância da Portuguesa?
Lógico.
Foi procurada por candidatos?
Da situação, não. Quem me procurou foi oposição, acredito que o (Fernando) Tomé é oposição. Fiquei encantadíssima com esse novo candidato à presidência. Espero que ele obtenha a vitória. Ele, inclusive, está muito bem acompanhado, além de alguns que eu conheço, como o Silvio Moredo. Eu vi que ele chega absolutamente amparado por pessoas e um fundo, que trouxe para ele respaldo e que o possibilitou fazer uma proposta espetacular, e isso eu vou ter que passar para os meus sócios e clientes. Estou esperando porque o que eles farão na Portuguesa, pelo menos o que me mostrou, vai fazer com que a Portuguesa seja até maior do que ela já foi. Porque a Portuguesa hoje está numa situação que… infelizmente, nem na UTI está mais. Estou do lado dele. Se ele ganhar, pode contar com meu apoio.
Eles vão fazer acordo só com você ou todos os processos?
Todos os processos.
Quais jogadores que você representa que a Portuguesa ainda deve?
Tenho 33 novos processos. Desses que representaram a penhora da área, represento o Ricardo Oliveira, Thiago Barcelos, Marcos Vinicius, Rafael Monteiro e o Rogério Pinheiro. Esses são os principais. O (processo do) Thiago Barcelos é a ‘cabeça’ (o início) da penhora do Canindé. Os outros foram se habilitando ao processo. Depois, outros advogados também se habilitaram ao processo. E assim vai acontecendo. Quando o Tomé me procurou, eu falei para ele primeiro ganhar a eleição, amadurecer tudo isso. Que ele tenha bastante sucesso, enfim. Depois, então, que ele volte ao nosso escritório. Então, faremos as licitações das execuções porque ele tem condição de colocar o valor do próprio fundo dentro da Portuguesa. Para arcar com esse débito imenso, que deixa a Portuguesa nessa aflição.
Você sugeriu que uma ou duas parcelas do acordo com o Ricardo Oliveira fossem pagas porque seria um caso a menos para a Portuguesa?
Não procede. Não existe pagamento para o Ricardo Oliveira. Se fosse pagar o acordo, teria que pagar o acordo como um todo. Não pode pagar um processo separado. Eu estaria advogando contra os outros atletas.
Esse ‘calote’ da Portuguesa teria feito você romper com alguns sócios?
Não. Isso abalou bastante, mas existe a Gislaine Nunes que tem esses processos antigos, que é uma empresa, e tem a Gislaine Nunes que tem uma outra parceria. Essa questão da Portuguesa abalou bastante, mas eles são extremamente competentes, trabalham com responsabilidade profissional. Um deles é meu irmão e até me criticou quando fiz isso (o novo acordo), disse que não sabia o que imaginou quando eu fiz essa ‘bobagem’. Ele ficou magoado, o outro sócio também.
No caso da reeleição do Alexandre, há a possibilidade de uma nova negociação?
Depende do que for proposto. Mas eu acredito que dificilmente eu vou aceitar. Não é ele pessoa, não tenho nada contra ele. Pelo contrário, sempre foi muito educado comigo. Ele como presidente deixou a desejar, porque o acordo que fizemos de R$ 250 mil, sem correção, sem juros, sem multa, sem nada…
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