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Quando começa uma competição, qualquer uma, é necessário um tempo para que o time comece a entrar no ritmo de competição. Se for combinado com o início de um novo projeto, então, também demanda tempo para que as ideias do treinador, qualquer um, comecem a ser assimiladas pelo elenco.
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Já falei aqui, mas não me canso de repetir: ao cabo, o resultado raramente foge à dependência de fatores como filosofia, método, treinamento e tempo. Sem isso, o projeto vira passageiro da própria sorte e do clamor vindo das arquibancadas, reais ou virtuais, que têm, como único compromisso, amar o clube. Se especialistas fôssemos, afinal, estaríamos nos gabinetes da diretoria, e não do lado de fora do alambrado.
É a regra. E toda regra tem sua exceção.
Desde o início da temporada, a torcida a Lusa tem apoiado o time durante os noventa e poucos minutos de cada contenda. As críticas são deixadas para o intervalo ou para o fim da partida, como as endereçadas ao presidente Castanheira pela venda do mando no clássico com o Corinthians, assunto que será abordado de forma pouco aconselhável (com grande chance de levar porrada dos dois lados) nesta coluna, mas vamos a isto quando tivermos que ir.
Desde o início da temporada, são raros os torcedores que não têm pedido Marzagão e Paraizo no time titular. Não é de se estranhar, pois o volante reúne tudo o que um torcedor quer em campo, além de saber jogar à bola: ele dá tudo o que tem. Já o menino da base é a esperança de dias melhores. E foi com os dois em campo – um por escolha do treinador e o outro, ao substituir o titular que saiu contundido – que a Lusa conquistou sua primeira vitória na elite do estadual depois de muito tempo ou 10 jogos, contando a desgraceira que foi a segunda metade do Paulista de 2015 e que culminou com o rebaixamento.
A decisão e o ônus dela cabem a quem é chamado de burro quando erra e não é reconhecido como inteligente quando acerta. Ou alguém aqui já ouviu algum coro de “Inteligente! Inteligente!”, quando o reserva que entrou faz o gol da vitória? Da mesma forma, quase ninguém queria o Pará e ele foi o melhor em campo.
A única regra é não haver regra. Mesmo acertos e erros o são por causa de nada. O que diferencia um do outro muitas vezes – ou quase sempre – é um detalhe indomável, um golpe de sorte.
Colocou o garoto que cansou de fazer gols no Sub-20, mas ainda virgem do orgasmo das redes no profissional? “Deveria ter colocado antes.” Meteu lá o Marzagão? “Mas só porque o outro se machucou.” “Burro com sorte”, diria o Levir Culpi.
É assim desde 1920 e sempre será.
Mas é bom que se saiba que o estádio tem alma, tem coração. E pulsa. E erra. E acerta.
E é bom ouvir.
* Marcos Teixeira, 45, é jornalista, lusitano e colunista do site Ludopédio.org
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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