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Ídolo da Lusa, Enéas foi melhor que o holandês Johan Cruyff, garante jornalista

Milton Neves, em sua coluna no UOL, exaltou o ex-jogador da Portuguesa, que morreu há exatos 36 anos, aos 34 anos de idade

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Enéas conversa com Vagner, do Corinthians, antes de clássico no Pacaembu (Foto: Arquivo pessoal)

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O jornalista Milton Neves, em sua coluna no UOL nesta sexta-feira (27), afirmou que Enéas de Camargo, ídolo da Portuguesa, foi um jogador superior ao lendário holandês Johan Cruyff. A declaração veio acompanhada de elogios ao talento do ex-camisa 8 da Lusa, que brilhou no Canindé entre os anos 1970 e 1980.

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Segundo Milton, Enéas, assim como Ademir da Guia, ídolo do Palmeiras, não teve o reconhecimento merecido por ser um jogador reservado. “Enéas de Camargo, o melhor camisa 8 da história da Portuguesa de Desportos, também foi melhor que Cruyff, mas era calado e isso atrapalhou”, escreveu o jornalista, lamentando que o talento do ex-jogador não tenha recebido mais destaque.

Enéas, que marcou 179 gols em 376 partidas pela Portuguesa, é lembrado como um dos maiores jogadores da história do clube. Apesar de atuar como meia-direita, seus números são impressionantes e superam a média de muitos atacantes. Ele também vestiu a camisa da Seleção Brasileira em três ocasiões, marcando um gol contra o Paraguai em 1976.

A trajetória do craque, porém, foi marcada por tragédias. Em agosto de 1988, Enéas sofreu um grave acidente automobilístico na zona norte de São Paulo, mais precisamente na Avenida Cruzeiro do Sul, que o deixou em coma por meses. Durante a internação, amigos promoveram um jogo beneficente para arcar com as despesas médicas. Enéas faleceu há exatos 36 anos, em 27 de dezembro de 1988, aos 34 anos de idade, vítima de complicações decorrentes do acidente.

Além da Portuguesa, o meia passou por clubes como Bologna e Udinese, na Itália, e por equipes brasileiras como Palmeiras, XV de Piracicaba e Atlético Goianiense. No Palmeiras, marcou 28 gols, mas uma grave contusão no joelho, sofrida ainda na Itália, impediu que ele repetisse as atuações memoráveis do Canindé.

Mesmo 36 anos após sua morte, Enéas segue sendo uma referência para os torcedores da Lusa e admiradores do futebol. Para Milton Neves, o craque deixou um legado inquestionável. “Querido Enéas, uma pena, que assim como Ademir da Guia, você tenha ‘se esquecido’ de avisar que era craque!”, concluiu o jornalista.

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