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Ao vencer o Primavera em uma partida com mais segurança do que brilho, a Lusa ficou a um adversário de voltar à elite. Esta é a boa notícia. A ótima notícia é que o time parece estar pronto para isso. Quem tem acompanhado este colunista tem visto que uma das suas preocupações (a maior delas) era a Portuguesa chegar ao mata-mata em condições físicas e psicológicas para isso.
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Como também já foi apontado aqui, há um tabu a ser quebrado, o de o líder da primeira fase não subir. Afunilando um pouquinho mais, é possível ver que todos os que chegaram ao mata-mata com a melhor campanha caíram nas semifinais. Todos, sem exceção. E isso pode ser um indicativo de que pode ter havido um descuido na preparação em que o jogo a jogo foi tão importante quanto chegar bem à fase aguda.
Não é assim.
Desde que o mundo é mundo e o futebol é futebol, o torcedor não compreende que é possível, provável e até desejável que exista uma oscilação. É uma questão física. Deve haver espaço para tensionar, afrouxar, soltar, maturar. Lutar contra isso é querer evitar que as ondas quebrem no mar. Elas quebram como o torcedor torce, cobra e fica feliz quando os resultados positivos acontecem.
É o verbo correto a ser usado quando se trata da relação com o torcedor: acontecer. Para quem planeja o dia-a-dia e tem a obrigação de saber como as coisas funcionam – ou emperram, pois é necessário conhecer também os fatores que dificultam o processo -, o verbo é outro: resultar. As coisas acontecem simplesmente porque acontecem e resultam porque existe uma série de condições com poder de interferência direta. O acaso é um deles.
E o acaso é o único que foge ao controle. O papel dos envolvidos é diminuir ao mínimo possível o poder de interferência da sorte e do azar. E isso só é possível com domínio dos processos, poder de síntese e de transmissão deste conhecimento, trabalho e apoio em forma de condições de trabalho.
Há alguns dias, o preparador físico Kaio Soares disse aqui mesmo no NETLUSA que o elenco atingiu o ápice físico, técnico e psicológico e este pode representar o passo que falta para que sete anos depois e milhas e milhas distante, a Lusa volta para casa.
* Marcos Teixeira, 43, é jornalista, lusitano e colunista do site Ludopédio.org
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETLUSA
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