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O cenário atual da Portuguesa vai ficando cada dia mais insustentável. A equipe venceu apenas um jogo na Série A2 do Campeonato Paulista e sofre para engrenar. Mas não é só dentro de campo que o time sofre.

Nos bastidores, a situação é caótica. De acordo com informações apuradas pelo NETLUSA, os jogadores trabalharam na manhã desta quinta-feira, mas se recusaram a treinar no período da tarde. O motivo é o atraso salarial.

Os atletas que chegaram neste ano já estão com um mês de salários atrasados – os remanescentes não recebem há mais tempo. O elenco recebeu cheques pré-datados para o dia 30 de janeiro, mas que foram sustados.

O grupo, que só volta às atividades na segunda-feira em caso de pagamento, ameaça acionar o Sapesp (Sindicato de Atletas de São Paulo) e não entrar em campo na próxima semana, diante do Votuporanguense. O atraso nos vencimentos pode culminar ainda na perda de pontos na Série A2.

Além do problema salarial, as declarações de Guilherme Alves, após a derrota para o Oeste por 3 a 0, não caíram bem entre os atletas. O treinador disse que falta comprometimento a alguns jogadores.

Internamente, atletas e comissão técnica da Portuguesa ainda reclamam do descaso do presidente Alexandre Barros e ainda citam ‘falta de comando’ do dirigente. O grupo também não gostou das palavras do mandatário, de que alguns jogadores seriam dispensados.

Com quatro pontos em cinco jogos, a Portuguesa é a 12ª colocada da Série A2, mas pode cair para a zona de rebaixamento com o complemento da rodada.

Presidente nega greve

A reportagem do NETLUSA procurou o presidente Alexandre Barros, que negou que os atletas estejam de greve e que a ausência de atividade foi um pedido da comissão técnica.

“Isso para mim é novidade. Estive lá com eles e o treino da tarde foi cancelado por opção do Guilherme Alves e do Portella (preparado físico)”, disse. “A única coisa que determinei é que está proibida a entrada de imprensa e ninguém vai dar entrevista”.

O mandatário, no entanto, confirmou a pendência nos vencimentos do elenco. “Os salários dos jogadores venceram no dia 20 e seriam pagos com cheques para o dia 31, mas fiquei sabendo que iriam voltar”, contou.

Base também sofre

Os jogadores e comissão técnica que chegaram à semifinal da Copa São Paulo de Futebol Júnior também enfrentam grandes dificuldades. Os salários chegam a dois meses de atraso e não é dada sequer uma satisfação pela diretoria.

A Portuguesa não chegava à semifinal da Copinha desde 2002, quando conquistou o título da competição. O sucesso do time resultou na revelação de bons nomes, como Brunetti, Bahia, Cesinha, entre outros.

Por Lucas Ventura

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