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Vice de futebol da Lusa nunca tinha trabalhado em clube e convive com falta de prestígio

Executivo, que tem trajetória ligada ao agenciamento de atletas, comanda o futebol da Portuguesa, mas não é benquisto por jogadores e funcionários

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Foto: Divulgação/Portuguesa

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Tadeu Oliveira ocupa o cargo de vice-presidente executivo de futebol da SAF da Portuguesa desde novembro de 2024 e responde pelo departamento de futebol e pelas contratações do clube. Desde a chegada da gestão liderada por Alex Bourgeois, ele participou da montagem dos elencos das temporadas de 2025 e 2026. Diferentemente de outros dirigentes da área, porém, sua trajetória no futebol aconteceu principalmente no mercado de agenciamento de atletas, e não dentro de clubes. O seu primeiro trabalho em um clube de futebol foi justamente na Lusa.

Antes de assumir o futebol da Portuguesa, Tadeu atuou por quase duas décadas na Sports Marketing and Scouting Brasil, empresa voltada ao mercado esportivo, onde ocupou cargos ligados à gestão de projetos e ao desenvolvimento de negócios. Segundo informações disponíveis em seu perfil profissional, também trabalhou como Chief Football Officer da SISP e como consultor de marketing esportivo. A carreira acompanha a tradição da família: seu pai, também chamado Tadeu Oliveira, ficou conhecido como um dos principais empresários de jogadores do país.

Na Portuguesa, algumas movimentações conduzidas pelo departamento de futebol geraram questionamentos. Em 2025, uma das mais debatidas foi a contratação do lateral direito Carlos Eduardo, que chegou durante a Série D vindo da segunda divisão da Lituânia. O jogador cometeu o pênalti que definiu a derrota para o Mixto-MT no jogo de ida da segunda fase, que culminaria na eliminação da equipe. Já em 2026, a chegada do atacante João Diogo também dividiu opiniões por causa do histórico do atleta. Outro reforço que gerou críticas foi o atacante Jonas Toró, não pela qualidade, mas pela situação. O ex-jogador do Náutico foi contratado machucado e pouco atuou com a camisa rubro-verde.

Outra característica das últimas janelas foi a busca por jogadores com passagem pelo futebol europeu. No elenco de 2026, por exemplo, o goleiro Bruno Bertinato, o zagueiro Eric Botteghin e o volante Mateus Cecchini fazem parte desse grupo. Os três, inclusive, são agenciados pela mesma empresa, a Sports Maxi Group.

Dia a dia na Lusa

Tadeu Oliveira era quem chefiava a delegação da Lusa nos jogos da Série D, tanto em casa quanto fora. A sua presença, no entanto, não era bem-vista por atletas e funcionários, de acordo com informações apuradas pelo NETLUSA. O dirigente rubro-verde não goza de prestígio interno por conta de algumas decisões do dia a dia consideradas arcaicas, como proibir os jogadores de usarem boné nas concentrações.

Durante a primeira fase do Campeonato Brasileiro, o dirigente proibiu os departamentos médico e de comunicação de divulgarem quaisquer informações sobre atletas contundidos, deixando imprensa e torcida de mãos atadas. Tadeu Oliveira, inclusive, demitiu o então médico do clube por este revelar a lesão do zagueiro Gustavo Henrique.

Outro momento que causou desgaste, desta vez com jogadores e comissão técnica, foi na semana que antecedeu o duelo de ida da terceira fase, contra o Marcílio Dias-SC, em Itajaí, a cerca de 600 km de São Paulo. Em viagens de até 700 km, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) arca com passagens de ônibus, além da hospedagem. Acima disso, as passagens são de avião. Mesmo assim, o presidente Alex Bourgeois teria cogitado desembolsar o valor para a viagem de avião, facilitando a logística e proporcionando uma preparação adequada para o jogo. A ideia, no entanto, foi rechaçada por Tadeu Oliveira, que não considerava a mudança importante.

O dirigente lusitano, assim como Alex Bourgeois, dizia aos quatro cantos do CT do Parque Ecológico que o elenco da Portuguesa era superior ao nível da Série D. Mesmo com o técnico Ademir Fesan pedindo diversas vezes por reforços, principalmente para o meio de campo e ataque, a dupla se mostrava irredutível e dizia confiar em Felipe Tontini e Jonas Toró para as posições.

Após a eliminação na Série D, o vice-presidente de futebol da Portuguesa tornou-se o principal alvo das críticas da torcida. Em nota divulgada no último domingo (26), a uniformizada Leões da Fabulosa revelou que o presidente Alex Bourgeois, pessoa mais próxima do dirigente no clube, confidenciou aos torcedores que Tadeu Oliveira “não entende nada de futebol”.

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